O Icasa alcançou uma vitória histórica fora das quatro linhas após mais de dez anos de disputa judicial contra a CBF. O presidente do clube, Celso Pontes, confirmou o depósito de R$ 80,9 milhões em uma conta judicial, parte do montante total de R$ 84,3 milhões determinado por alvará. A indenização refere-se ao prejuízo sofrido pelo clube cearense pelo não acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2014, causado por uma falha administrativa na escalação de um adversário na temporada anterior.
Dos valores totais, R$ 75 milhões são destinados diretamente ao Icasa, enquanto o restante será utilizado para o pagamento de honorários advocatícios. Por estar em uma conta judicial, o montante servirá prioritariamente para quitar dívidas que o clube possui na Justiça. O saldo remanescente já tem destino definido pela diretoria: a modernização do centro de treinamento Praxedão e a montagem do elenco para a disputa da Série B do Campeonato Cearense em 2026, buscando o retorno à elite estadual, onde o Verdão do Cariri esteve pela última vez em 2022.
Entenda o “caso Luan” e a batalha de uma década contra a CBF
O imbróglio teve origem na Série B de 2013, quando o Figueirense escalou de forma irregular o jogador Luan Niezdzielski em uma partida contra o América-MG. O atleta estava suspenso, mas atuou no confronto. Naquela edição, o Icasa terminou em quinto lugar, apenas um ponto atrás do clube catarinense, que ficou com a quarta e última vaga de acesso à elite. O clube cearense acionou a Justiça Desportiva solicitando a perda de pontos do adversário, o que garantiria ao Icasa a subida para a Série A.
Apesar de a CBF ter reconhecido posteriormente a falha técnica que alteraria a tabela e beneficiaria o Icasa, a entidade recorreu das decisões judiciais por anos, postergando o pagamento por mais de uma década. O desfecho atual encerra o longo período de espera e oferece um novo fôlego financeiro para a reestruturação do clube. Até o fechamento desta edição, a CBF não havia se manifestado oficialmente sobre a conclusão do pagamento.
Fonte: ge.Globo.



