Quando se estuda esse assunto, é importante ter uma visão prática e estratégica da SAF – Sociedade Anônima do Futebol, aliando fundamentos jurídicos a soluções de gestão, que assegurem sustentabilidade e competitividade empresarial aos clubes de futebol brasileiros.
É notório que a maioria dos clubes de futebol no Brasil têm uma gestão muito pouco profissional, por não se constituirem como empresas. E acumulam dívidas quase impagáveis, pela má gestão de seus recursos financeiros.
Por outro lado, em razão de uma administração pouco transparente, estão sujeitos a um nível elevado de corrupção, o que complica ainda mais a sua performance econômico-financeira.
O modelo de negócio da SAF, se bem compreendido e gerenciado de forma adequada, pode ser uma excelente oportunidade para que os clubes de futebol brasileiros possam chegar a uma gestão eficaz, com uma governança adequada, que lhes garanta maior sucesso empresarial.
Do ponto de vista da Administração de Empresas, ao transformarem-se em SAF, os clubes de futebol brasileiros necessitarão de uma gestão profissional e eficaz, que deverá ser assumida por administradores profissionais, até para atender à exigências legais para a operação de uma sociedade anônima. Esses profissionais irão atuar em suas áreas financeira, comercial, operacional, de marketing e de gestão de pessoas, entre outras.
E esses profissionais, além de uma formação básica de alta qualidade, deverão ter uma boa especialização e uma significativa experiência na gestão de negócios do esporte.
Essa necessária capacitação especializada poderá ser obtida em cursos de especialização em Gestão do Esporte, oferecidos por universidades e centros universitários, no Brasil e no exterior.
Mas é sabido que há uma relativa escassez desses profissionais, no mercado brasileiro, o que oferece uma real, motivadora e bem remunerada oportunidade de trabalho, em um negócio que movimenta cifras na casa de bilhões de dólares, no mundo todo.
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