As notícias para o futuro do Paraná Clube ganharam um capítulo decisivo nesta quinta-feira (18). Em Assembleia Geral, os credores chegaram a um consenso e aprovaram o terceiro modificativo do plano de Recuperação Judicial (RJ). O documento, que já foi protocolado na Justiça, aguarda agora a homologação da juíza Mariana Gusso para que o Tricolor possa concretizar a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a empresa Nextplay.
O acordo estabelece que o pagamento das dívidas do clube ficará condicionado aos recursos gerados pela venda de duas Unidades Produtivas Isoladas (UPIs). A primeira, denominada UPI Futebol, é composta por 90% das ações da SAF e pela sede do Boqueirão, sendo avaliada em R$ 42,08 milhões. A segunda, a UPI Kennedy, refere-se à sede social, que será levada a leilão por um valor mínimo de R$ 60 milhões. Segundo o plano, o montante total arrecadado com o leilão da sede da Kennedy será destinado integralmente ao pagamento dos credores.
Segurança jurídica e o plano de investimentos da Nextplay
A aprovação representa o fim de um processo longo e conturbado. Em novembro, uma proposta anterior foi rejeitada pelos credores, o que levou a Nextplay a retirar temporariamente seu interesse. No entanto, após reuniões técnicas intensas, as partes alcançaram um equilíbrio. Jorge Augusto Derviche Casagrande, presidente do Comitê de Credores, destacou que o consenso confere segurança jurídica e estrutura uma solução economicamente racional para viabilizar a continuidade do clube.
Com a provável homologação judicial, a expectativa é que a Nextplay assuma a gestão já na próxima temporada. O plano da investidora foca em garantir competitividade imediata, com aportes que crescerão conforme o calendário esportivo do Paraná Clube se expandir. O objetivo central é o retorno às competições nacionais em 2028, com a promessa de um investimento mínimo de R$ 21,9 milhões para a temporada em que o Tricolor disputar a Série D.
Fonte: ge.Globo.



