A Ponte Preta quitou o transfer ban aplicado pela Fifa relacionado à dívida com o Iguazú Nippon, do Paraguai. A diretoria realizou o pagamento na última sexta-feira (11) e concluiu os trâmites burocráticos para inscrever os reforços no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF antes do final da janela de transferências. Com isso, o clube derrubou o terceiro — e último — bloqueio que impedia o registro de novos atletas.
A chegada de novos jogadores ocorre por meio de um acordo entre a Ponte Preta, o Boavista-RJ e investidores ligados à SAF do clube carioca. A negociação ainda prevê que o Boavista arque com os custos salariais dos reforços até o fim da Série B do Campeonato Brasileiro. A parceria foi articulada em meio à crise financeira da Ponte, que perdeu 19 jogadores ao longo da Série B por causa dos atrasos salariais. Do lado do Boavista, a intenção é dar maior visibilidade aos jogadores emprestados durante a disputa da competição — e o técnico Gilson Kleina participou das conversas para definir os nomes.
Os reforços registrados
Com o pagamento da dívida, a Ponte Preta iniciou o anúncio dos reforços nas redes sociais e regularizou a situação de todos os seis novos jogadores no BID nesta segunda-feira (14). São eles:
- Emprestados do Boavista-RJ: o zagueiro Gabriel Caran, o lateral-direito Di Mauro, o volante Karl e os meias Dênis Borges e Manu Ferreira.
- Alterações na lista da CBF: o lateral-esquerdo Jota (ex-Portuguesa Santista) e o goleiro José Luiz (promovido do sub-20) entram nas vagas de Kevyson e Elvis, lesionados.

Além das chegadas, o zagueiro Sérgio Palácios volta a ficar à disposição, depois de passar uma rodada suspenso da competição nacional. Com exceção de Karl, que está em transição física, os outros cinco jogadores foram relacionados pelo técnico Gilson Kleina para o confronto com o Londrina, nesta terça-feira, pela 28ª rodada da Série B.
Alívio financeiro e o desafio em campo
Além de quitar os bloqueios, a diretoria efetuou o pagamento de um mês de salários atrasados para os atletas, membros da comissão técnica e funcionários dos setores administrativos do clube — um alívio em um cenário de crise que marcou a temporada. O momento, porém, é de urgência dentro de campo: a Ponte não vence há 21 jogos e ocupa a última colocação da Série B, com 10 pontos.
A regularização dos reforços representa, na prática, a chance de o técnico Gilson Kleina ganhar alternativas para a reta final da competição — e de o torcedor voltar a ver o banco de reservas com opções. Mas o cenário segue delicado: com a queda cada vez mais próxima, os novos nomes chegam para tentar, no mínimo, devolver competitividade a um time que atravessa a pior fase de sua história recente, enquanto o clube tenta se reorganizar financeiramente fora das quatro linhas.



