A Associação Portuguesa de Desportos aprovou nesta segunda-feira (14) o seu novo Estatuto Social. A proposta recebeu 70 votos favoráveis e apenas dois contrários, resultado que representa 97% de aprovação entre os associados que participaram da votação. Na primeira urna, foram 24 votos pelo “sim” e dois pelo “não”; a segunda registrou 46 votos favoráveis e nenhum contrário. O texto também incorporou três sugestões apresentadas pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) e aprovadas pelos conselheiros.
Como foi conduzida a Assembleia
A Assembleia Geral Extraordinária foi realizada no Ginásio Rauzão, no Canindé, com primeira chamada às 8h e segunda chamada uma hora depois, às 9h. O encontro ficou aberto até as 18h, quando os portões foram fechados — a partir desse horário, somente puderam votar os associados que já estavam dentro do local. No dia da votação, o clube ficou fechado para as demais atividades, e a entrada na sede foi restrita aos associados com direito a voto.
A convocação só ocorreu após uma sequência de aprovações internas. Em reunião realizada em 17 de agosto, o Conselho Deliberativo acolheu por unanimidade o parecer favorável do COF à proposta de reforma estatutária. Coube à Assembleia, portanto, a palavra final: a ordem do dia era a homologação — ou não — do novo Estatuto, já com as três sugestões do COF incorporadas ao texto.
O que muda a partir de agora
A reforma atualiza o estatuto que estava em vigor para adequá-lo à nova estrutura do clube após a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Com a aprovação, a Portuguesa passa a contar com um documento alinhado à sua atual estrutura administrativa e societária. A mudança encerra um processo longo: foram mais de dez anos e mais de dez versões de estatuto analisadas até que uma delas chegasse ao plenário e fosse aprovada.
Na prática, o novo Estatuto reorganiza as regras internas de funcionamento do clube para que elas conversem com o modelo de gestão adotado na era SAF. Entre as mudanças está a redução do quadro de conselheiros ligados ao COF, além da exigência de uma quantidade maior de reuniões do órgão de fiscalização. O resultado expressivo nas urnas — 97% de aprovação, sem nenhum voto contrário na segunda urna — sinaliza consenso entre os associados sobre a necessidade de modernizar a governança da Lusa, que agora passa a operar com um conjunto de normas atualizado para o novo momento institucional do clube.
Fonte: Site oficial da Portuguesa; NetLusa.



