O Vasco recebeu R$ 65 milhões referentes ao empréstimo DIP — o financiamento concedido durante o processo de recuperação judicial — contratado pela SAF. O valor foi liberado após a Justiça autorizar a operação no fim da última semana e já começou a ser utilizado pela diretoria para cumprir compromissos financeiros do clube. Ano início da semana do confronto decisivo pela Copa Sul-Americana.
O montante recebido faz parte de um financiamento maior, de R$ 150 milhões, contratado junto à Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa ligada a Marcos Faria Lamacchia. A proposta apresentada pela companhia foi considerada a mais vantajosa no processo de busca por financiamento para o clube. A operação, porém, enfrentou obstáculos na Justiça antes de ser autorizada — o empréstimo só foi liberado na quinta-feira da semana passada.
Para onde vai o dinheiro
Entre as prioridades estão os pagamentos aos credores da Recuperação Judicial, incluindo parcelas que estavam pendentes, além dos compromissos firmados nos planos coletivos da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Os recursos também serão destinados a obrigações diretamente ligadas ao futebol, como salários, acertos de contratações e outros vencimentos.
Além dos R$ 150 milhões, o Vasco ainda vai contrair mais empréstimo até o fim de 2026: há previsão de receber pelo menos mais R$ 50 milhões para saldar as contas até o fim da temporada. No ano passado, o clube já havia captado R$ 80 milhões junto à Crefisa para ajuste de fluxo de caixa.
O processo de venda da SAF
A liberação do financiamento veio acompanhada de outra decisão importante do Judiciário: a abertura do processo competitivo para a venda de 90% da nova SAF vascaína. A participação será negociada por meio da chamada UPI Equity, que corresponde a 90% da nova sociedade. As propostas dos interessados serão apresentadas em envelopes fechados durante audiência marcada para 25 de setembro, às 14h (de Brasília).
O cenário, portanto, é de alívio financeiro imediato e movimentação de bastidores: enquanto o dinheiro novo ajuda a regularizar salários, contratações e pendências com credores, o clube se prepara, em paralelo, para o processo que definirá os novos donos da SAF.



