O RWDM Brussels, da Bélgica, anunciou em comunicado público neste sábado (1º) que deixou a rede de clubes criada por John Textor, ex-gestor da SAF do Botafogo. Antigo Molenbeek, o time belga era um dos clubes da Eagle Football, a estrutura multi-clubes comandada pelo empresário americano. No texto, o RWDM afirma que o momento “redefine ambição desportiva única”, com a volta de Thierry Dailly à presidência do clube belga. Segundo o comunicado, o clube busca “estabilizar de forma duradoura a instituição e de lhe devolver um forte enraizamento bruxelense”.
Sem entrar em detalhes sobre a saída da Eagle, o clube belga afirmou que todas as condições necessárias à realização da operação foram cumpridas e os documentos relativos à transferência de controle do clube foram assinados. O comunicado também inclui agradecimentos à Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco, e à Ares. “No âmbito desta aquisição, foram igualmente tomadas as decisões necessárias para a introdução de uma nova estrutura de governança. Esta operação marca o fim do capítulo Eagle Football e abre uma nova etapa na história do RWDM. Ela ocorre num contexto particularmente difícil para o clube, confrontado há vários meses com uma situação financeira, institucional e desportiva complexa. A nova direção está plenamente consciente da amplitude do trabalho a realizar e da necessidade de restabelecer progressivamente uma gestão sã, rigorosa e sustentável”, diz outro trecho do comunicado.
A saída do RWDM Brussels acontece em meio ao desmonte da estrutura multiclubes criada por John Textor. O time belga foi rebaixado administrativamente à terceira divisão da Bélgica. O Lyon, clube francês que também integrava a rede criada por Textor, deixou a estrutura em junho, quando anunciou acordo com a Eagle e Michele Kang se tornou a principal controladora. O movimento ocorre após Textor perder poderes na Eagle Bidco sob nova administração judicial, em março, e deixar o comando da SAF do Botafogo. A saída do RWDM Brussels representa mais um capítulo na reestruturação da Eagle Football, que vem encolhendo sua presença no futebol diante das dificuldades financeiras e institucionais enfrentadas pela rede.
Fonte: ge.Globo.



