O Treze aprovou seu plano de recuperação judicial em assembleia com credores, realizada na quinta-feira (30), para reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 35 milhões. O processo foi iniciado em setembro de 2023 e, após quase três anos de tramitação, o projeto que busca avançar na reestruturação financeira e administrativa do Galo da Borborema foi finalmente aceito. Sob a gestão de João Paiva, o acordo consensual prevê um desconto de 50% na dívida, priorizando o pagamento integral de créditos trabalhistas de até R$ 150 mil.
O caminho até a aprovação, porém, não foi simples. O auge das movimentações aconteceu no ano passado, quando o Treze vivia a expectativa de se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol. Em um primeiro momento, a instituição propôs um plano de pagamento em que os créditos trabalhistas seriam pagos com desconto progressivo, enquanto os quirografários receberiam um deságio de 60%, com parcelamento de seis anos. Contudo, o plano foi negado, e os credores elaboraram uma nova proposta, na qual os créditos trabalhistas seriam divididos em subclasses, com pagamento em três anos, e as dívidas quirografárias sofreriam desconto de 55%. O documento ainda previa a participação em uma possível SAF.
Em abril de 2026, já sob a presidência de João Paiva e com a formação de uma nova diretoria, o Treze formalizou um acordo a partir de um Plano de Recuperação Judicial Alternativo, construído de forma consensual entre as partes envolvidas. Em entrevista ao Globo Esporte Paraíba, o CEO do Treze, Raul Pequeno, detalhou o plano, que estabelece o parcelamento da dívida e cria um ambiente de maior segurança jurídica tanto para os credores quanto para o próprio clube, o que pode facilitar a atração de novos investimentos. A proposta aprovada prevê um deságio de aproximadamente 50%, priorizando o pagamento dos créditos trabalhistas: os que possuírem valores de até R$ 150 mil receberão integralmente os créditos, enquanto os demais seguirão as condições estabelecidas no plano da RJ.
O objetivo também é conciliar o pagamento das dívidas com o fortalecimento do departamento de futebol. Entre os planos da gestão estão a ampliação dos investimentos na equipe, o desenvolvimento do centro de treinamento e a construção da Arena do Galo, projetos que, segundo o CEO, dependem da entrada de novos investidores e do crescimento financeiro do clube.
De acordo com Raul, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para atuar junto ao clube não substitui o modelo associativo nem se trata de uma SAF. A empresa terá a função de captar investimentos, negociar com o mercado e profissionalizar a gestão, contribuindo para que o Galo consiga cumprir os compromissos assumidos.
A aprovação do plano representa um marco importante para o Treze, que agora busca consolidar sua reestruturação e retomar o caminho do crescimento dentro e fora de campo.
Fonte: ge.Globo.



