O CSA, de Alagoas, voltou a atacar a estrutura de gestão da liga de clubes Futebol Forte União (FFU). Nesta sexta-feira (11), o clube enviou quatro notificações extrajudiciais relacionadas à administração do Condomínio Forte União (CFU), a estrutura empresarial que faz a gestão do bloco. O alvo principal é o administrador do CFU, Gabriel Ribeiro Lima, acusado pelo clube alagoano de conduzir negociações sem o conhecimento dos integrantes do grupo — tratativas que, segundo o CSA, configuram descumprimento contratual.
As negociações questionadas teriam ocorrido com o Itaú e com a Liga do Futebol Brasileiro, a Libra — o outro bloco de clubes que se formou a partir da impossibilidade de união com os membros da atual FFU. Nos documentos obtidos pelo Lance!, o CSA afirma que tais alegações justificam a abertura de processo para substituição de Gabriel Lima. As notificações foram enviadas para Gabriel Lima, com cópia para Carlos Gamboa, sócio fundador da Life Capital Partners (LCP), que controla a Sports Media Entertainment (SME), principal investidora da FFU e também notificada; para a Itaú BBA Assessoria Financeira; e para a ODDZ Network.

A disputa nos bastidores
O CSA está na linha de frente dos ataques à estrutura da FFU que buscam, em última análise, liberar os direitos de transmissão dos clubes para negociação por meio de uma liga única a ser criada com a chancela da CBF. Além do alegado conflito de interesses pela sociedade entre Gabriel e Ronaldo — o administrador aparece como sócio do ex-jogador em uma empresa —, o clube de Alagoas também foi responsável pela ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisa a operação da FFU e, no fim de junho, emitiu uma decisão proibindo que fossem criados obstáculos ao processo.
Esse processo é a principal aposta tanto dos membros insatisfeitos com a FFU como, veladamente, da CBF, para a ruptura do acordo de cessão de percentuais dos direitos por 50 anos. Para a entidade máxima do futebol, esse é hoje o principal entrave para a formação de uma liga única.
O movimento do CSA soma-se a uma escalada de pressões sobre a gestão do bloco — que já incluiu pedidos de troca da administradora por suposto favorecimento a investidor — e acirra a disputa que define o futuro da organização do futebol brasileiro: de um lado, os clubes que querem manter os contratos atuais; de outro, os que defendem uma liga única sob a chancela da CBF, com os direitos de transmissão negociados de forma unificada.
Comunicado da administradora da CFU
“A notificação do CSA apresenta conclusões que não encontram respaldo nos fatos e documentos mencionados. Todos os questionamentos apresentados serão respondidos formalmente, com base nos registros e procedimentos previstos na governança do Condomínio Forte União”.
Fonte: Lance.



