O Santa Cruz decidiu recomeçar a tramitação burocrática para a aprovação de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mesmo já contando com autorizações concedidas anteriormente por seus órgãos colegiados. A decisão foi tomada pelo presidente executivo, Bruno Rodrigues, em razão das mudanças na composição do grupo de investidores e nos termos do contrato. O novo processo submeterá a proposta ao Conselho Deliberativo e, posteriormente, a uma Assembleia Geral de Sócios, em um rito que deve levar mais de 50 dias para ser concluído, considerando o intervalo entre as etapas.
A opção por reiniciar a tramitação burocrática, em vez de utilizar as autorizações já concedidas em votações anteriores, foi explicada pelo ex-presidente da Comissão Fiscal do clube, Bartolomeu Bueno, em entrevista ao programa Momento Esportivo, da Rádio Clube. Segundo ele, o presidente executivo Bruno Rodrigues decidiu não usar o atalho jurídico disponível para compartilhar a responsabilidade da decisão com os demais órgãos colegiados. A postura visa ampliar a transparência e blindar a gestão de contestações futuras, em um momento em que o clube enfrenta atrasos no pagamento de salários de jogadores e funcionários.
Negociação avançada e proteção do patrimônio imobiliário
De acordo com informações detalhadas pelo ex-presidente da Comissão Fiscal, Bartolomeu Bueno, as tratativas com o novo grupo de investidores estão em estágio avançado. A expectativa é que a proposta final e concreta seja apresentada até o fim deste mês de julho, restando apenas o envio de documentações complementares para auditoria. O consórcio interessado é liderado pela gestora carioca Köli Capital, que administra mais de R$ 1,5 bilhão, e conta com investidores como Vinicius Diniz e Thairo Arruda, ex-CEO do Botafogo.
Uma das principais mudanças em relação a modelos anteriores é a preservação do Estádio do Arruda. Em vez de transferir o patrimônio para a SAF, o novo formato prevê que o estádio seja cedido à empresa por meio de comodato — um empréstimo por tempo determinado. Com isso, a propriedade do imóvel permanece sob controle do clube associativo, garantindo uma proteção patrimonial que não existia em negociações anteriores.
Fonte: Diário de Pernambuco.



