O presidente do Vasco, Pedrinho, afirmou em entrevista à ESPN que as conversas com um investidor para a compra da SAF do clube estão bem adiantadas e que a negociação já passou por quatro fases. Ele evitou confirmar prazos e disse que só poderá cravar o desfecho quando houver assinatura.
Pedrinho explicou que a busca por um comprador é tratada com cuidado, com a preocupação de encontrar um investidor “responsável com a instituição”. Segundo ele, outras tratativas chegaram a começar, mas não avançaram: citou que alguns NDAs assinados pararam bem no começo e mencionou que, no passado, o empresário grego Marinakis assinou um acordo de confidencialidade sem evolução. Ele também afirmou que não houve andamento em conversas com a família Jereissati.
Quem é o investidor que avançou e a situação acionária da SAF
A negociação que mais progrediu envolve, segundo apuração do ge, Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia (dono da Crefisa e marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras). De perfil descrito como discreto, Marcos é filho de Lamacchia com uma das cinco herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador do Banco Real, morto em 2020.
José Lamacchia aparece como figura relevante no processo por acompanhar os passos desde a ação que retirou o controle da 777 Partners, em maio de 2024, até a homologação da recuperação judicial. Pedrinho também declarou confiança em uma solução “fácil” com a A-CAP, seguradora que assumiu o controle da 777 e detém 31% das ações da SAF.
Ao tratar do possível acordo, Pedrinho disse que a negociação tende a ser “simples de acontecer” e argumentou que os valores aportados pela 777 seriam menores do que a dívida causada por ela, o que, na visão do presidente, favoreceria um desfecho “com naturalidade” quando o investidor entrar.
Atualmente, a divisão acionária da SAF do Vasco é a seguinte: 30% pertencem ao clube associativo, 31% estão com a 777 (por aportes desde 2022) e 39% seguem em discussão na arbitragem.
Fonte: ge.Globo.



