O Olympique de Marseille, uma das instituições mais tradicionais do futebol francês, atravessa um período de incerteza que pode comprometer sua presença em competições internacionais. O clube está sob rigoroso escrutínio da Uefa devido a um acúmulo de prejuízos que somam aproximadamente 157 milhões de euros nos últimos três anos. O volume de déficit viola diretamente os acordos de sustentabilidade financeira firmados anteriormente, colocando a agremiação em uma posição de vulnerabilidade perante a comissão de controle financeiro da entidade europeia.
A crise atual é um desdobramento de um processo que se iniciou em 2022, quando o Marseille assinou um acordo de regularização com a Uefa após falhar no cumprimento das regras de Fair Play Financeiro. Naquela época, a instituição foi sancionada com uma multa de 2 milhões de euros, sendo que apenas 300 mil euros foram quitados de imediato. A suspensão do restante da penalidade estava condicionada ao reequilíbrio das contas, com a meta de limitar o déficit a 60 milhões de euros em três temporadas, além de um aporte mínimo de 55 milhões de euros por parte do proprietário Frank McCourt.
Deterioração das contas e possíveis sanções desportivas
Os balanços financeiros mais recentes, no entanto, revelam uma trajetória de queda acentuada. O déficit operacional do clube saltou de 12,7 milhões de euros na temporada 2022/23 para 39,1 milhões de euros em 2023/24, atingindo a marca crítica de 105 milhões de euros no ciclo 2024/25. A diretoria do Olympique de Marseille atribui o agravamento da situação à crise nos direitos de transmissão do futebol francês, argumento que será utilizado na tentativa de evitar as punições mais severas.
Apesar da justificativa apresentada, a Uefa avalia um leque de sanções que variam em gravidade. Além de novas multas pecuniárias, o clube pode sofrer restrições operacionais, como a limitação do número de inscritos para torneios continentais ou impedimentos no mercado de transferências. O cenário mais drástico, contudo, é a exclusão imediata da próxima edição da Liga Europa. Paralelamente ao processo na Uefa, o Marseille terá uma reunião decisiva com a DNCG, órgão de controle financeiro da França, no dia 18 de junho, onde poderão ser impostas limitações na folha salarial que impactariam diretamente o planejamento técnico para o segundo semestre.
Fonte: Placar.



