O Colo-Colo de Ilhéus oficializou a retirada de sua candidatura para a disputa da Série B do Campeonato Baiano de 2026. O comunicado de desistência foi entregue pelo presidente do clube, Hermano Fahning, ao presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ricardo Lima. A instituição justifica a ausência na competição pela impossibilidade de custear as despesas básicas da divisão de acesso.
A crise financeira do clube do Sul da Bahia já havia manifestado sinais públicos no início do ano passado. Antes da estreia na Série A de 2025, torcedores realizaram uma campanha de arrecadação de recursos para garantir o registro dos atletas. Naquela temporada, o time retornou à elite após oito anos de ausência, mas terminou o campeonato com o rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Busca por conversão em SAF não avança
A diretoria do clube buscou a mudança do modelo de gestão como saída para os problemas econômicos. Em janeiro de 2025, o Conselho Deliberativo aprovou a reforma estatutária para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Apesar da mudança nas normas internas, o clube não recebeu propostas de compra por parte de grupos empresariais.
A reportagem do Bahia Notícias apurou que o Colo-Colo manteve conversas com mediadores responsáveis por captações financeiras ao longo dos últimos meses. Entretanto, as negociações não avançaram para a aquisição do controle acionário da agremiação. No momento, a venda da SAF é apresentada pela cúpula do clube como o único caminho para a retomada das atividades profissionais.
Interrupção de ciclo após título recente
O anúncio da desistência ocorre dois anos após o título da Série B de 2024, conquistado após a grande final contra o Porto Sport Club. O abandono do calendário de 2026 interrompe o ciclo de participações do clube nas competições organizadas pela Federação Bahiana de Futebol.
Sem orçamento para a montagem do elenco e logística de viagens, o Tigre permanecerá fora dos gramados por tempo indeterminado enquanto aguarda o interesse de novos parceiros comerciais. A situação reflete os desafios enfrentados por clubes de menor porte em um cenário de crescente profissionalização e exigência financeira no futebol brasileiro.
Fonte: Bahia Notícias.



