A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) celebrou, na manhã desta segunda-feira (17), a implementação de novas regras para fluidez de jogo na Série A do Campeonato Brasileiro, que passaram a valer a partir da 23ª rodada da competição. Em nota, a entidade destacou o aumento no tempo médio de bola rolando, que saltou, segundo a CBF, de 52 minutos e 54 segundos (antes da implementação) para 55 minutos e 29 segundos. Os números superam grandes ligas europeias, como a Premier League, a La Liga e a Série A italiana.
Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, comemorou os números apresentados ao fim da primeira rodada e projetou avanços em relação ao tema. “Esse primeiro fim de semana com a implementação das novas regras traz um balanço muito positivo. Ainda é prematuro falar em uma consolidação dos resultados, mas já foi possível perceber avanços importantes em diversos jogos. O aumento do tempo de bola rolando contribui diretamente para um jogo mais fluido, mais dinâmico e, principalmente, para a entrega de um produto cada vez melhor ao torcedor”, afirmou.
As novas regras e o “protocolo Vini Jr.”
Além das regras de maior fluidez do jogo, também foi implementado o “protocolo Vini Jr.”, que proíbe um atleta ou membro de comissão técnica de cobrir a boca enquanto discute com um adversário, sob punição de cartão vermelho. O protocolo foi aplicado na partida entre Vitória e Botafogo, na qual o atacante Arthur Cabral, do Botafogo, foi expulso após discutir com Jair Ventura, técnico do Vitória, com a mão sob a boca. As novas regras valem para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil (masculina e feminina) e a Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino.
Entre as regras aprovadas pelos clubes e pela CBF estão: oito segundos com a bola nas mãos para o goleiro, que entrega escanteio ao adversário se exceder o limite; cinco segundos para arremesso lateral, com contagem iniciada assim que o jogador tiver a bola em mãos; cinco segundos para cobrar tiro de meta, com escanteio concedido ao adversário em caso de excesso; dez segundos para deixar o campo em substituições, devendo o substituído sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sob pena de o substituto esperar no mínimo um minuto; um minuto fora após atendimento no gramado; a regra de que, após atendimento ao goleiro, um jogador de linha fica fora por um minuto, indicado pelo treinador ou capitão; somente o capitão fala com o árbitro, como interlocutor único por equipe; a proibição de cobrir a boca em discussão, passível de expulsão; a checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo, que passa a ser revisável quando resulta em expulsão; e a checagem de VAR para escanteio concedido por engano, aprovada para 2027, revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.
Fonte: Itatiaia.



