O Botafogo oficializou o recebimento de um aporte financeiro de US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 78 milhões) da GDA Luma, empresa que já possui contrato vinculante para assumir o controle de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Os recursos foram direcionados para o abatimento de dívidas imediatas e para o reforço do fluxo de caixa da companhia. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Canal do Manel e confirmadas pelo portal Lance!.
Com a chegada do capital, a gestão do clube priorizou a regularização de pendências com o elenco e obrigações trabalhistas. Foram quitados valores referentes a direitos de imagem que estavam em aberto, além de depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O montante também garantiu a reserva necessária para o pagamento da folha salarial do mês de junho, prevista para vencer no próximo dia 5 de julho.
Regularização do RCE e planejamento para nova gestão
Um dos pontos mais críticos solucionados pelo aporte foi o pagamento das parcelas atrasadas do Regime Centralizado de Execuções (RCE). O mecanismo, que centraliza as dívidas cíveis e trabalhistas para evitar bloqueios e penhoras de receitas, estava sob risco de extinção caso o débito completasse o terceiro mês consecutivo. Para evitar a perda do benefício, o Botafogo arcou com uma multa referente aos dois meses de atraso, totalizando um desembolso de aproximadamente R$ 4 milhões.
Embora a SAF ainda possua valores pendentes de direitos de imagem com alguns atletas, esses débitos foram integrados à fila da recuperação judicial do clube. Internamente, tanto o clube social quanto os departamentos da SAF preparam a transição para a chegada definitiva da GDA Luma nas próximas semanas. A nova fase administrativa ocorre após a destituição de John Textor em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). A expectativa é que o investimento total da nova controladora ultrapasse os R$ 400 milhões, conforme as negociações avançam entre a GDA Luma, a Eagle e a consultoria Cork Gully.
Fonte: Lance.



