A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dará um passo significativo na modernização da arbitragem nacional. A entidade decidiu que, a partir da implementação definitiva do sistema de impedimento semiautomático, apenas estádios que contarem com a estrutura poderão sediar partidas da Série A do Campeonato Brasileiro. A medida atinge diretamente os clubes que, porventura, precisarem mandar seus jogos em arenas alternativas quando seus estádios principais estiverem indisponíveis.
O sistema está em fase final de instalação nos 19 estádios utilizados pelos 20 clubes da elite — o Maracanã, compartilhado por Flamengo e Fluminense, contabiliza uma única estrutura para as duas equipes. Os custos de implantação das câmeras e dos equipamentos estão sendo integralmente bancados pela CBF. Em cada arena, são posicionados 27 aparelhos de telefone celular de última geração em pontos estratégicos, responsáveis por gerar uma réplica virtual da partida. Os lances são analisados por inteligência artificial em conjunto com os árbitros de vídeo de cada confronto, com a promessa de revisões mais rápidas e redução do risco de erros.
Adaptação dos clubes e os desafios logísticos
A nova regra já força adaptações práticas entre os participantes da competição. O Palmeiras, por exemplo, decidiu bancar as despesas para a instalação do sistema na Arena Crefisa Barueri, onde manda seus jogos quando o Nubank Parque (anteriormente, Allianz Parque) está ocupado por eventos musicais. Já o São Paulo precisará repensar sua logística: se o Morumbi estiver indisponível, o clube não poderá mais utilizar o Brinco de Ouro, em Campinas, como fez em torneios recentes. Uma alternativa que o Tricolor Paulista tem utilizado nesta temporada é o estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, casa do Red Bull Bragantino. É lá que a equipe enfrentará o Athletico-PR pela 19ª rodada, no dia 22, no primeiro compromisso após a Copa do Mundo.
A CBF e a Genius, empresa fornecedora da tecnologia, ainda estão finalizando o processo de instalação dos equipamentos. Nos próximos dias, jogos das categorias de base serão utilizados como laboratório para testes do sistema. A promessa é de que, uma vez plenamente operacional, o impedimento semiautomático torne as revisões mais ágeis e diminua significativamente a margem de erro humano nas decisões de linha de impedimento durante as partidas da elite do futebol brasileiro.
Fonte: ge.Globo.



