O Botafogo obteve uma vitória jurídica importante nesta sexta-feira (03/07) com a retirada de uma das punições impostas pela Fifa. A entidade máxima do futebol suspendeu o transfer ban que havia sido aplicado devido a uma dívida com o Zenit, da Rússia, referente à contratação do atacante Artur. O débito, acumulado desde a negociação realizada em 2025, girava em torno de R$ 38 milhões. Esta é a segunda sanção internacional que o clube consegue reverter recentemente, após já ter obtido a suspensão da punição relativa ao caso de Thiago Almada e o Atlanta United.
A liberação ocorre no contexto do processo de recuperação judicial em que a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo está inserida. A estratégia da diretoria alvinegra baseia-se no argumento de que os débitos devem seguir a ordem cronológica e as prioridades estabelecidas no plano de recuperação, o que impede o pagamento direto e imediato de credores fora da fila judicial. Com o reconhecimento desse regime jurídico pela Fifa, o clube ganha fôlego para reorganizar suas pendências financeiras sem o bloqueio imediato de novos registros de atletas.
Histórico da negociação e pendências remanescentes na Fifa
O impasse com o Zenit teve origem em maio, quando o Botafogo foi condenado a pagar três parcelas de 1,9 milhão de euros, totalizando 5,7 milhões de euros (aproximadamente 10 milhões de euros no valor total da transação original). Na mesma época em que Artur chegou ao Rio de Janeiro, o clube negociou Luiz Henrique com a equipe russa por cerca de 35 milhões de euros. Artur, que atualmente defende o São Paulo por empréstimo, teve uma passagem relevante pelo Alvinegro, somando 60 partidas, dez gols e cinco assistências antes de deixar o clube em março.
Apesar da retirada do caso Artur, o Botafogo ainda não está totalmente livre de restrições no sistema da Fifa. O clube permanece listado com cinco punições vigentes que envolvem dívidas pelas contratações dos jogadores Rwan Cruz, Santi Rodríguez, Lucas Villalba e Jordan Barrera. Além das pendências por transferências de atletas, há um processo em andamento referente a multas administrativas que não foram pagas. A SAF segue trabalhando para que esses casos também sejam integrados ao fluxo da recuperação judicial, buscando a regularização completa de sua situação perante a entidade internacional.
Fonte: Lance.



