A Associação Chapecoense de Futebol realizou, nesta última quarta-feira (01/07), uma reunião extraordinária de seu Conselho Deliberativo para discutir as diretrizes e o futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na instituição. O encontro focou em pilares estratégicos para a sobrevivência e o crescimento do clube, abordando temas como a sustentabilidade financeira, o aumento da capacidade de captação de novos investimentos e os impactos tributários que o modelo empresarial pode gerar para as agremiações esportivas a médio e longo prazo.
O debate faz parte de um cronograma institucional que teve seu marco inicial em dezembro de 2021, quando o conselho autorizou os primeiros passos para a fundação da estrutura societária. Durante a reunião, foi apresentada uma projeção de mercado indicando que, nos próximos dez anos, a maioria das equipes do futebol brasileiro deverá estar operando sob o regime de SAF. Diante desse cenário, a diretoria do Verdão busca alinhar o clube a essa tendência nacional para garantir competitividade e estabilidade institucional nas próximas décadas.
Convocação de Assembleia Geral e atualizações estatutárias
Como resultado direto das discussões realizadas nesta quarta-feira, o Conselho aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Deliberativa, agendada para o final deste mês. O encontro será a instância onde os conselheiros aptos poderão votar e decidir formalmente sobre a implementação do projeto. A assembleia terá como objetivo principal adequar a autorização concedida em 2021 às recentes atualizações da legislação que rege as Sociedades Anônimas do Futebol no Brasil, garantindo que o processo ocorra em total conformidade com o Estatuto do clube e as normas federais.
A transição para o modelo de clube-empresa é vista internamente como um passo fundamental para profissionalizar a gestão e abrir novas frentes de financiamento que o modelo associativo tradicional muitas vezes limita. Com a aprovação da assembleia, a Chapecoense espera concluir as etapas burocráticas e jurídicas necessárias para formalizar sua nova estrutura de governança, permitindo que o clube planeje seu futuro esportivo com maior previsibilidade financeira e segurança jurídica.
Fonte: ge.Globo.



