A Ponte Preta deu um passo decisivo para reorganizar sua estrutura jurídica e proteger suas finanças. A Mesa Diretora do Conselho Deliberativo convocou uma reunião estratégica para o dia 17 de junho, com o objetivo central de votar a constituição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da instituição. A proposta inicial prevê que 100% das ações da nova empresa pertençam integralmente ao próprio clube, mantendo o controle total do departamento de futebol sob o comando da Macaca.
A motivação por trás dessa mudança é essencialmente preventiva e estratégica. A diretoria alvinegra busca se antecipar aos efeitos da reforma tributária do Governo Federal, que deve resultar em um aumento considerável nos impostos pagos pelas associações esportivas tradicionais. Ao migrar para o modelo de SAF, o clube garante um regime de arrecadação mais favorável e moderno, blindando o caixa contra perdas financeiras que poderiam comprometer o planejamento das próximas temporadas.
Controle institucional e ausência de investidores imediatos
Para evitar interpretações equivocadas por parte dos associados e da torcida, o Conselho Deliberativo, sob a presidência de José Armando Abdalla Junior, esclareceu que a medida não envolve a venda de cotas ou a entrada de capital externo neste momento. A nota oficial emitida pelo órgão descarta qualquer negociação com fundos de investimento ou a transferência de patrimônio físico do clube para terceiros. Trata-se de uma manobra de engenharia jurídica para adequação fiscal, e não de um processo de privatização do futebol campineiro.
Até o presente momento, a Diretoria Executiva da Ponte Preta não possui propostas formais de eventuais parceiros comerciais na mesa. A criação da SAF com controle total do clube funciona, portanto, como uma etapa preparatória. Caso a instituição decida buscar investidores no futuro, a estrutura empresarial já estará devidamente montada e regularizada, facilitando possíveis diálogos com o mercado financeiro de forma organizada e segura.
Respeito ao rito estatutário e transparência administrativa
Embora o Estatuto Social da Ponte Preta já contemple a possibilidade de transição para clube-empresa desde sua redação original, a cúpula alvinegra optou por submeter o tema ao escrutínio dos conselheiros. O movimento é descrito como uma “homenagem e respeito” aos ritos democráticos da instituição, garantindo que a transição jurídica ocorra com o máximo de transparência e respaldo interno.
Com a aprovação esperada para o dia 17, a Ponte Preta se posiciona na vanguarda da gestão esportiva ao utilizar as ferramentas da Lei da SAF para eficiência tributária, sem abrir mão de sua autonomia política e administrativa. O foco permanece na sustentabilidade do clube a longo prazo.
Nota oficial do Conselho Deliberativo
A Mesa Diretora do Conselho Deliberativo da Associação Atlética Ponte Preta, presidida por José Armando Abdalla Junior, vem a publico comunicar que a Reunião do dia 17 próximo futuro, em obediência as normas estatutárias, será única e exclusivamente para a nossa instituição, se aprovado for, constitua uma SAF, na qual a totalidade das ações será de sua propriedade.
Neste momento, a finalidade desta constituição tem por objetivo apenas e tão somente evitar que nosso clube tenha, com o advento da reforma tributária a ser imposta pelo Governo Federal, substancial aumento na sua carga tributária.
Informamos, reiterando que nesta reunião não será tratada a transferência de quota ou venda de patrimônio para qualquer fundo de investimento, até porque até agora a Diretoria Executiva não tem proposta de eventuais futuros parceiros.
Ressaltamos que, apesar de nosso Estatuto Social prever a constituição de SAF (art. 2, paragrafo único, inciso II), se está colocando em votação a proposta em questão em homenagem e respeito ao Egrégio Conselho Deliberativo.
Fonte: Carlos Batista.



