A SAF Botafogo protocolou nesta segunda-feira (18) um documento na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em que confirma o recebimento da primeira parcela referente à venda do zagueiro Alexander Barboza ao Palmeiras. O pagamento, no valor de R$ 5,5 milhões, foi creditado no dia 6 de maio, conforme revelado anteriormente e agora ratificado oficialmente pela diretoria alvinegra. A negociação totaliza R$ 18 milhões, divididos em quatro prestações que serão quitadas até o final de 2027.
O cronograma de pagamentos estabelece que o Palmeiras depositará R$ 4,5 milhões em 30 de dezembro de 2026, seguido de duas parcelas de R$ 4 milhões cada, com vencimentos em 30 de junho e 30 de dezembro de 2027. A confirmação oficial do recebimento da primeira parcela ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da SAF, que busca reorganizar suas finanças sob supervisão da Justiça.
O destino do financiamento emergencial e o aperto no caixa
No mesmo documento, o Botafogo detalhou à Justiça a aplicação dos R$ 4,3 milhões obtidos por meio de um financiamento emergencial contratado junto ao Banco BTG Pactual, em 7 de maio. Os recursos ingressaram no caixa no dia 8 de maio e foram imediatamente destinados ao pagamento de colaboradores que não estão sob o regime CLT (R$ 1,52 milhão) e a despesas de logística e fornecedores essenciais para a manutenção das operações (R$ 1,5 milhão).
Antes mesmo da liberação do financiamento, no dia 7 de maio, a SAF já havia quitado R$ 11,57 milhões em salários de colaboradores sob regime CLT, pagamento que só foi possível com a liberação de valores que estavam cedidos em garantia ao próprio BTG. No dia 11 de maio, o clube utilizou os recursos remanescentes para custear o deslocamento da equipe e comissão técnica para o Paraguai, onde enfrentará o Independiente Petrolero pela Copa Sul-Americana no dia 20 de maio, além de efetuar pagamentos de fornecedores essenciais, do plano de saúde dos funcionários e de juros de contrato garantido por cessão fiduciária de recebíveis, com o objetivo de evitar encargos moratórios elevados que impactariam recebíveis futuros. Segundo o Botafogo, todos os gastos foram limitados a pagamentos urgentes e essenciais que não seriam possíveis sem o financiamento, restando apenas R$ 2,4 milhões em caixa após as quitações.
Fonte: ESPN.



