A gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético deu início a um movimento financeiro estratégico para combater o crescimento da dívida onerosa. O objetivo central é a quitação de débitos com instituições bancárias que, devido aos altos juros, impactam diretamente o fluxo de caixa do clube. O aporte total previsto é de R$ 530 milhões, montante que será integralmente utilizado para sanear as contas junto ao sistema financeiro.
Do valor total estipulado, uma parcela de R$ 105 milhões já foi disponibilizada pela cúpula atleticana. O cronograma de desembolso estabelece que os R$ 425 milhões restantes sejam injetados ao longo dos próximos 30 dias. Essa entrada de capital é vista como essencial para estancar a saída de recursos destinada ao pagamento de juros, permitindo que as receitas do clube sejam melhor aproveitadas nas operações cotidianas e no departamento de futebol.
Foco na liquidação de dívidas e reequilíbrio financeiro
O direcionamento dos recursos foi planejado para reduzir o passivo bancário — atualmente na casa dos R$ 600 milhões — para um patamar próximo a R$ 100 milhões. De acordo com a diretoria financeira, a intenção é focar no que é classificado internamente como a “pior dívida”, justamente por ser a mais cara e consumir fatias relevantes da arrecadação mensal. Embora o cenário ainda apresente desafios, como a manutenção do débito relativo ao Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) da Arena MRV, a cúpula da SAF mantém uma perspectiva positiva para os próximos anos.
A estratégia visa garantir que o Atlético deixe de sofrer o que os gestores chamam de “sangria” nas receitas. O entendimento é que a existência de dívidas faz parte da estrutura de uma empresa, mas o patamar atual precisava de uma intervenção direta para não comprometer a sustentabilidade do projeto a longo prazo.
Perspectivas e relação entre dívida e receita
Apesar do volume do endividamento, os indicadores de gestão mostram que a relação entre a dívida total e a receita anual do clube vem apresentando melhora constante exercício após exercício. A burocracia para a formalização do aporte é considerada complexa, mas o processo já está em andamento avançado para liquidar os compromissos mais urgentes.
Com a redução drástica dos débitos bancários, o Atlético espera ganhar fôlego financeiro para estabilizar sua operação. O foco permanece na eficiência administrativa e no reequilíbrio das contas, utilizando os novos recursos para proteger o patrimônio da SAF e otimizar a aplicação do dinheiro gerado organicamente pela instituição.
Fonte: Itatiaia.



