Em 2026, a Sociedade Esportiva do Gama atravessa um dos períodos mais consistentes do futebol do Distrito Federal. Invicto na temporada, com mais de 20 jogos sem derrota, o Periquito combina resultados expressivos, organização tática e identidade competitiva marcante.
Bicampeão do Campeonato Candango em 2025 e 2026, o Gama vai além das conquistas: construiu um padrão de jogo sólido, tornando-se uma equipe difícil de ser superada e praticamente impossível de desestabilizar em campo.
2022: o fracasso da primeira SAF
Diante de dívidas milionárias e perspectivas sombrias, o clube optou pelo modelo SAF, mas a experiência inicial terminou de forma abrupta. Descumprimentos contratuais e instabilidade financeira levaram à ruptura com a empresa investidora, resultando na extinção oficial da SAF ainda em 2023.
O Gama retornou ao modelo associativo em situação crítica: praticamente do zero, com endividamento ainda maior, falta de recursos e incapacidade de autossustentação.
Da terra arrasada à necessidade de reconstrução
Após o colapso, o cenário era devastador:
- Associação fragilizada financeiramente;
- Dificuldades para cobrir despesas básicas;
- Estrutura física deteriorada;
- Ausência total de planejamento esportivo.
Era hora de recomeçar do absoluto fundo do poço.
2023: novos investidores enxergam o potencial e iniciam a virada
A transformação ganhou força com a chegada de um grupo de investidores que identificou o valor latente no clube. Diferente da prática comum no futebol – registrar SAF antes de tratar dívidas –, o grupo assumiu o Gama com R$ 56 milhões em dívidas e reduziu para R$ 27 milhões que estão na Recuperação Judicial (RJ). O registro da SAF ocorrerá apenas após a homologação da RJ, garantindo segurança aos investidores e ao clube.
Hoje, esses investidores gerenciam 100% do departamento de futebol via contrato de terceirização, enquanto aguardam a efetivação definitiva pós-RJ. O modelo implantou:
- Gestão profissional;
- Responsabilidade financeira;
- Controle operacional pleno.
Estrutura: investimentos e organização no CT
A SAF assumiu protagonismo na revitalização da infraestrutura, com melhorias diretas no Centro de Treinamento:
- Academia reformada;
- Departamento médico estruturado;
- Refeitório/restaurante;
- Rouparia organizada;
- Melhoria dos campos;
- Futebol de base fortalecido.
A associação cede o espaço físico do CT, mas não tem condições atuais de bancar financeiramente a operação ou gerenciá-la.
Futebol: execução consistente e resultados
O departamento de futebol ganhou corpo sob a liderança de:
- Zuza Falcão;
- Luís Felipe.
Sustentação administrativa e financeira
Nos bastidores, o equilíbrio vem da dupla:
- Tiago Boto;
- Daniel Dip.
Responsáveis por manter a estabilidade administrativa e financeira do projeto.
Divisão de base: visão de futuro com lei de incentivo
Outro pilar da reconstrução é a formação. Com suporte da SAF via lei de incentivo ao esporte, o clube reestruturou as categorias de base, impulsionando iniciativas como o projeto “DNA Gamense”, tornando a formação estratégica novamente.
Resultados: o reflexo do processo completo
O sucesso em campo valida toda a construção:
- Bicampeão Candango (2025 e 2026);
- Mais de 20 jogos de invencibilidade;
- Retorno ao cenário nacional;
- Equipe organizada, competitiva e consistente.
A Sociedade Esportiva do Gama renasceu com gestão, investimento e execução alinhados. A reconstrução priorizou o coletivo sobre protagonismos individuais: a associação retomou o controle em 2023 da SAF anterior e passou o bastão aos atuais investidores da SAF futura, que gerenciam 100% da operação, arcam com todas as contas e sustentam a cadeia completa do futebol profissional e de base – pilares para resultados duradouros.
Invicto, estruturado e protagonista, o Gama prova que o sucesso vem de quem constrói diariamente, entendendo o futebol moderno com gestão financeira, executiva e trabalho incansável.
Fonte: Grupo gestor da Sociedade Esportiva do Gama.



