O Esporte Clube Bahia SAF apresentou na sexta-feira, 18 de abril de 2026, o balanço financeiro de 2025, com receita operacional líquida histórica de R$ 367,5 milhões, crescimento de 54,67% – equivalente a R$ 129,9 milhões – sobre os R$ 237,6 milhões de 2024. O prejuízo caiu para R$ 154,62 milhões, redução de R$ 91,92 milhões ante os R$ 246,54 milhões do ano anterior, no terceiro exercício sob gestão do City Football Group (CFG).
A receita operacional total, incluindo outras receitas como vendas de jogadores (R$ 100,1 milhões líquidos e R$ 168,944 milhões brutos) que é registrado separadamente da linha principal de receita, somou R$ 467,684 milhões. O avanço distribuiu-se por fontes diversificadas, impulsionado por melhor desempenho esportivo e exploração comercial:
Receitas principais em 2025 (valores brutos):
- Direitos de transmissão e imagem: R$ 185,757 milhões
- Venda de jogadores: R$ 168,944 milhões
- Sócios e bilheteria: R$ 116,810 milhões
- Patrocínio e marketing: R$ 85,628 milhões
As despesas cresceram em ritmo inferior ao das receitas, refletindo investimentos estratégicos: custo das atividades, de R$ 330,95 milhões para R$ 395,34 milhões; investimento no elenco, de R$ 98,43 milhões para R$ 144,83 milhões; despesas administrativas e de serviços, de R$ 54,73 milhões para R$ 67,15 milhões.
No balanço patrimonial, o patrimônio líquido passou de passivo a descoberto de R$ 95,8 milhões para positivo de R$ 656,25 milhões, graças à reclassificação de R$ 679 milhões em empréstimos do CFG como adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC), totalizando R$ 906,7 milhões sem juros. O ativo total elevou-se para R$ 1,08 bilhão, ante R$ 970,33 milhões em 2024.
Desde maio de 2023, o CFG aportou mais de R$ 1,1 bilhão na SAF. O grupo negocia elevar sua participação de 90% para até 95%, conforme contrato de 2023, motivado por investimentos em futebol e infraestrutura. Essa evolução, apesar do déficit esperado em fases iniciais de SAFs, demonstra maturação financeira, com receitas diversificadas fortalecendo conformidade ao fair play financeiro e atratividade para competições nacionais e continentais.



