O Figueirense deu um passo significativo na reorganização de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao aprovar, em reunião do Conselho Deliberativo realizada na noite de terça-feira, 7 de abril de 2026, no Estádio Orlando Scarpelli, a homologação de seu conselho de administração. Os cinco novos membros indicados pelo presidente da associação, José Tadeu da Cruz, em consenso com o presidente do conselho, Antônio Miranda, foram confirmados oficialmente, encerrando um período de indefinição e buscando estabilidade para a gestão do futebol alvinegro.
A composição do conselho agora inclui Eduardo Philippi Mafra como presidente, Leandro Porto da Rosa como vice-presidente, e os membros Gabriel Richter Pires, Leonardo Berlanda e Guilherme Back Koerich. A indicação reflete perfis com experiência em gestão empresarial e jurídica. A nomeação formal para os cargos ocorrerá em assembleia específica da SAF nos próximos dias, substituindo os membros anteriores que renunciaram ou não foram homologados, como Paulo Prisco Paraíso, que deixou a presidência da SAF por meio de carta.
Esse avanço institucional acontece em um momento de transição delicado para o clube, cujo mandato se estende até maio de 2027. A nova estrutura visa fortalecer planejamento, governança e sustentabilidade, pilares essenciais para o modelo SAF no futebol brasileiro, especialmente diante de desafios financeiros recentes que levaram à busca por novos investidores.
Paralelamente, o Conselho Deliberativo trata de duas propostas de aquisição da SAF. A oferta representada pelo ex-presidente Edson Silva, entregue em 20 de março, foi reenviada ao grupo com documentação contábil e jurídica complementar, aguardando uma versão formal definitiva – procedimento considerado normal por Antônio Miranda. Já a proposta do fundo de investimentos Kactus Capital, após 60 dias de diligência encerrados em 15 de março, gerou controvérsia: inicialmente descrita por Miranda em datas como 18, 23, 24 e 30 de março, além de 1º de abril, como não entregue, agora é confirmada como enviada de forma extraoficial à Associação, devolvida para complementos e com entrada oficial na comissão do conselho apenas nesta terça-feira.
“Esses movimentos são naturais nesse processo, não é uma coisa estática. Agora, o que está valendo é a entrega oficial para a comissão do Conselho. Em síntese, as duas propostas já estão na comissão do Conselho, que pode solicitar novos documentos e avaliações”, esclareceu Miranda. A comissão prosseguirá com análises, podendo demandar mais informações, em um contexto onde a venda do controle da SAF poderia interromper a transição atual e injetar recursos para o projeto esportivo.
Com a Série C do Campeonato Brasileiro em andamento, o Figueirense equilibra instabilidades administrativas com a necessidade de competitividade em campo. A homologação do conselho representa um alento para torcedores e dirigentes, mas as negociações com potenciais compradores seguem como fator decisivo para o futuro do clube.



