O Fluminense segue com cautela no processo de criação e venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), etapa que depende da publicação do balanço financeiro de 2025, com prazo até 30 de abril. A negociação está na fase de diligência, em que o interessado tem acesso confidencial aos documentos sob segredo de Justiça, antes de formalizar proposta definitiva.
A diretoria tricolor planeja sentar à mesa com a Lazuli Partners, gestora que apresentou oferta inicial, para aprimorar condições. Essa estratégia ganha força se o clube tiver reduzido sua dívida no último ano, permitindo negociações por aportes maiores e termos mais favoráveis.
O clube optou pelo silêncio oficial até a reunião do Conselho Deliberativo, transmitida ao vivo pela FluTV, onde anunciará os próximos passos. A pauta inclui minutas do acordo de investimentos e do acordo de acionistas, após conclusão da diligência. O presidente Mattheus Montenegro, eleito no fim de 2025, prioriza transparência, com reuniões abertas a sócios e torcedores durante a análise da proposta.
Antes da decisão final, comissões formadas por conselheiros e sócios avaliarão a proposta, buscando o cenário mais seguro e vantajoso. A aprovação ou rejeição da SAF será submetida à votação dos sócios, com tendência de conclusão por volta do meio do ano, independentemente do modelo adotado.
Montenegro reforça que a transparência guiará todo o trâmite, alinhando governança moderna à tradição tricolor.
Proposta inicial prevê R$ 6,9 bilhões em 10 anos
Lançada em setembro de 2025, a oferta de um fundo com 40 investidores tricolores inclui aporte inicial de R$ 500 milhões e assunção da dívida de R$ 871 milhões. Os termos permitem elevação do investimento se houver redução do endividamento ou aumento da participação negociada, abrindo espaço para barganha.
Esse montante em 10 anos (R$ 6,9 bilhões) reflete ambição de profissionalização, mas depende de ajustes para maximizar benefícios ao Fluminense.
Fonte: ge.Globo.



