O futebol brasileiro ganhou, a partir de hoje, uma janela de transferências extra. O período de registros fica aberto até 27 de março, mas não funciona como uma “segunda janela completa”: há regras específicas que restringem o tipo de negociação e quem pode trocar de clube. A criação dessa fase de movimentações está diretamente ligada ao encerramento dos Campeonatos Estaduais, previsto para o próximo fim de semana, o que destrava atletas que estavam vinculados a elencos montados para competições regionais.
Na prática, o objetivo é permitir ajustes de elenco no mercado interno, especialmente para clubes que entram em fases mais exigentes da temporada e querem corrigir carências após o fim dos estaduais.
O que é permitido na janela extra
A janela é voltada para movimentações dentro do Brasil. Ou seja, os registros autorizados estão concentrados em jogadores que já atuavam no país e que, por regra, podem ser realocados neste momento.
Podem ser registrados:
- Jogadores que atuaram em Campeonatos Estaduais e, com isso, conseguem comprovar participação na competição, requisito necessário para a troca de clube dentro desse recorte de janela.
- Atletas que atuaram e rescindiram contrato durante o período da janela internacional, que foi de 5 de janeiro a 3 de março. Esse grupo também entra na lista de elegíveis para novo registro agora.
- Jogadores emprestados: eles podem retornar ao clube ao qual pertencem e serem novamente registrados. O exemplo citado é o de Rômulo, emprestado pelo Palmeiras e em destaque no Novorizontino, que poderia voltar ao Alviverde e ficar apto a atuar novamente, dentro das regras deste período.
O recorte deixa claro que não é uma janela para “reinventar” um elenco do zero, e sim para reorganizar peças que já circularam no ecossistema do futebol brasileiro nas últimas semanas.
O que é proibido nesta janela
Apesar do período de registros estar aberto, há uma restrição central: Transferências internacionais não estão permitidas.
Os clubes tinham até ontem para anunciar reforços vindos do exterior. Isso significa que, a partir de hoje, a janela extra não pode ser usada para registrar atletas que venham de clubes de fora do Brasil, mesmo que haja negociação em andamento.
Quando abre a próxima janela internacional
Para quem busca contratações no mercado externo, o calendário já está definido: A próxima janela internacional no Brasil abre em 20 de julho e vai até 11 de setembro.
Até lá, o caminho para reforçar o elenco fica condicionado às regras da janela extra e, depois, às movimentações permitidas fora do período internacional.
Quem ainda pode “tirar” jogadores do Brasil agora
No cenário atual, a saída de atletas para fora do país é considerada uma ameaça menor em relação à Europa, porque os principais centros do continente estão com o mercado fechado. Ainda assim, existem exceções entre ligas europeias que seguem com janela aberta, como Ucrânia, Suécia e Noruega.
Fora da Europa, os mercados apontados como os principais focos de risco para clubes brasileiros neste momento são: Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.
Além desses, apenas ligas de menor porte aparecem como alternativas com o mercado ainda funcionando.
Fonte: Uol.



