A eliminação do Bahia para o O’Higgins nesta última quarta-feira, 25 de fevereiro, na Arena Fonte Nova, é vista como um vexame que transcende o simples resultado da partida. Trata-se de uma saída precoce da Copa Libertadores, ocorrendo antes mesmo da fase de grupos, e contra um adversário que, em termos técnicos e financeiros, é considerado inferior. Este revés acontece em um momento em que o clube deveria estar traduzindo seus investimentos e estrutura em um desempenho mais competitivo no cenário continental.
O desenrolar da partida, que culminou em uma vitória simples em casa após uma derrota no Chile e uma eliminação nos pênaltis, acentua a sensação de oportunidade perdida. O peso simbólico da derrota se intensifica ao ser analisado dentro do contexto do projeto do Grupo City. Embora o investimento específico para 2026 tenha sido mais contido, o Bahia tem se beneficiado de um processo de modernização e profissionalização nos últimos anos. A eliminação para um O’Higgins organizado, mas com recursos limitados, levanta dúvidas sobre a capacidade do clube de dar o salto competitivo prometido.
Padrão de falhas em mata-matas
Essa derrota não é um caso isolado. Apesar de o Bahia ter se mostrado competitivo e estável no Campeonato Brasileiro, a equipe tem falhado de forma recorrente em competições de mata-mata. Em 2025, o clube foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, não conseguiu avançar na fase de grupos da Libertadores e foi eliminado nos playoffs das oitavas da Copa Sul-Americana. Agora, em 2026, o Bahia sequer chegou à fase principal da Libertadores, o que intensifica os questionamentos sobre a ambição e o direcionamento esportivo do Grupo City em Salvador.
Questionamentos sobre o futuro do projeto
A situação levanta a questão: até que ponto o Bahia é visto como um projeto estratégico para alcançar protagonismo continental, e não apenas como uma plataforma para desenvolvimento e circulação de ativos? Embora a abordagem gradual de desenvolvimento seja compreensível, eliminações para adversários de menor expressão colocam em xeque a velocidade e a intensidade desse crescimento.
A queda para o O’Higgins serve como um recado em duas frentes. Internamente, evidencia que a organização e o investimento, por si só, não garantem a maturidade competitiva necessária em jogos de alta pressão. Externamente, sinaliza ao Grupo City que o projeto Bahia precisa de mais do que estabilidade; requer um salto qualitativo em termos de elenco, mentalidade e gestão em situações de mata-mata.
Fonte: Trivela.



