A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo histórico rumo à modernização da arbitragem nacional. Nesta terça-feira (27), a entidade anunciou o programa de profissionalização que entra em vigor a partir de março de 2026, com contratos formais para 72 profissionais — 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR. O modelo visa elevar o padrão técnico e físico da arbitragem brasileira, inspirado em experiências internacionais como Alemanha, Inglaterra, Espanha e México.
O programa cobrirá todas as 380 partidas do Campeonato Brasileiro da Série A, com possibilidade de escalação em jogos da Copa do Brasil e rodadas decisivas da Série B. A lista de designados será atualizada a cada rodada, garantindo rotatividade e avaliação contínua.
Os 20 árbitros principais selecionados
A seleção dos profissionais seguiu critérios rigorosos: serem árbitros Fifa ou CBF, maior número de escalas na Série A em 2024 e 2025, e notas médias elevadas nas avaliações de desempenho da CBF. A lista completa dos árbitros principais é:
- Alex Stefano
- Anderson Daronco
- Bráulio Machado
- Bruno Arleu
- Davi Lacerda
- Edina Batista
- Felipe Lima
- Flávio Souza
- Jonathan Pinheiro
- Lucas Casagrande
- Lucas Torezin
- Matheus Candançan
- Paulo Zanovelli
- Rafael Klein
- Ramon Abatti Abel
- Raphael Claus
- Rodrigo Pereira
- Savio Sampaio
- Wagner Magalhães
- Wilton Sampaio
Os contratos serão firmados em fevereiro, com duração de um ano. Os profissionais atuarão como pessoa jurídica, sem dedicação exclusiva, mas com prioridade ao trabalho de arbitragem.
Remuneração e benefícios: salários fixos e bônus por desempenho
A remuneração combina salário fixo, cotas por partida (como já ocorre) e bônus por desempenho. A CBF não divulgou valores detalhados, mas estima uma média de R$ 13 mil mensais para os 72 contratados, com os árbitros Fifa recebendo acima de R$ 30 mil fixos. Além disso, incluem “auxílio-academia” e outros serviços vinculados à atividade.
Os quatro pilares do programa: remuneração, saúde, capacitação e inovação
O programa se baseia em quatro pilares fundamentais para o desenvolvimento da arbitragem:
- Remuneração: Salário fixo, cotas variáveis e bônus, além de benefícios como academia.
- Excelência física e na saúde: Rotina semanal de treinos monitorados por smartwatches, com suporte de nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Quatro avaliações anuais podem levar a vetos temporários.
- Capacitação técnica: Imersões mensais com aulas teóricas, testes e sessões práticas para padronizar decisões e critérios.
- Tecnologia e inovação: Estreia do VAR semiautomático nesta temporada (sem data definida) e a “refcam” — câmera acoplada ao árbitro para monitorar comportamentos e inibir reações desproporcionais.
Sistema de promoção e rebaixamento
A CBF implementará um ranking interno (não público) baseado em controle de jogo, aplicação de regras e desempenho físico. Serão previstos pelo menos dois “rebaixamentos” e dois acessos por ano, incentivando a melhoria contínua.
Esse modelo, resultado de estudos com clubes e consultores internacionais, representa uma evolução significativa para o futebol brasileiro, prometendo maior precisão e profissionalismo nas decisões em campo.
Fonte: ge.Globo.



