O Ipatinga Futebol Clube enfrenta mais um capítulo turbulento em sua história recente. Na tarde desta sexta-feira (23), o clube comunicou oficialmente a saída do CEO de sua SAF, o advogado Igor Maciel, que desde o início de 2025 respondia por todos os atos administrativos da agremiação.
A decisão deixa o futuro do Tigre em uma situação de incerteza total, especialmente em relação à participação no Módulo B do Campeonato Mineiro, que tem início previsto para 30 de maio.
Desânimo diante de dívidas de mais de R$ 2 milhões e falta de apoio
Segundo apuração do Diário do Aço, Igor Maciel teria se desanimado com a missão solitária de resolver os problemas financeiros do clube. O principal obstáculo é o transfer ban que pesa sobre o Ipatinga, com débitos que ultrapassam os R$ 2 milhões.
Além disso, o clube precisa honrar as parcelas da recuperação judicial recentemente aprovada pela Justiça. O dirigente buscou apoio junto a empresários e simpatizantes do clube na cidade, mas não obteve nenhum retorno positivo — apenas promessas e “tapinhas nas costas”, sem compromisso financeiro concreto.
Futuro em risco: do Módulo B à possível exclusão
A saída de Igor Maciel representa mais um obstáculo significativo para o futuro do Ipatinga. Sem conseguir pagar o transfer ban e quitar a primeira parcela da recuperação judicial, não há como prever o que acontecerá com o clube.
O sócio de Igor, o também advogado Édison Travassos, permanece como responsável pelo departamento de futebol, mas não tem como informar qualquer definição diante do impasse financeiro.
O cenário mais pessimista é grave: caso não encontre uma solução, o Ipatinga pode:
- Não disputar o Módulo B do Campeonato Mineiro;
- Ser rebaixado à Terceira Divisão;
- Ficar um ano impedido de disputar qualquer competição;
- Pagar uma multa de R$ 100 mil a R$ 200 mil.
Busca por investidores em São Paulo como última esperança
Em entrevista ao Diário do Aço, Igor Maciel afirmou que não irá se afastar do clube definitivamente, mas reconheceu que a “carga é muito grande para assumir sozinho”. O ex-CEO está em contato com investidores em São Paulo que poderiam aderir ao projeto do futebol do Ipatinga.
Essa negociação representa a última esperança para salvar o clube. Um substituto para o cargo de CEO não foi informado, mas a expectativa é que essa definição venha a público em uma ou duas semanas.
Fonte: Diário do Aço.



