O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) confirmou que recebeu uma denúncia narrando supostas fraudes trabalhistas contra a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas. A notícia de fato foi apresentada ao órgão no último dia 8 de janeiro.
A denúncia sugere a existência de um esquema que teria prejudicado tanto funcionários, com questões trabalhistas, quanto o patrimônio da própria SAF, através de um possível desvio de recursos. Além das fraudes trabalhistas, o documento menciona simulação de acordos judiciais e ausência de transparência nas operações da empresa.
Em comunicado oficial, o MP-BA afirmou que “os fatos serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes”.
Nota oficial do Ministério Público do Estado da Bahia
“Informamos que, no último dia 8 de janeiro, o Ministério Público do Estado da Bahia recebeu notícia de fato narrando supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e ausência de transparência na operação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas, fatos que serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes.”
Presidente do clube nega irregularidades e atribui denúncia a “ataque político”
Procurado, o presidente do Atlético de Alagoinhas, Albino Leite, negou a existência de qualquer irregularidade e atribuiu a denúncia a um suposto “ataque político”, relacionado ao processo eleitoral do clube realizado no ano passado.
“Não temos nada a temer em relação a isso. Quem fez essa denúncia, oposição que perdeu nas eleições, está tentando macular a imagem da instituição. Querem se aproveitar do momento difícil que o clube vive no Baiano para nos prejudicar”, declarou Albino.
O mandatário reforçou que todos os procedimentos relacionados à SAF e aos acordos trabalhistas ocorreram dentro da legalidade, destacando que as negociações foram homologadas pela Justiça do Trabalho e envolveram dezenas de ações judiciais.
“Está tudo legalizado, em relação à SAF também, tem todo um processo legal, legítimo, é tudo feito pela justiça. Todos os acordos foram feitos pela justiça trabalhista. Não foram uma ou duas não, foram 148 processos”, finalizou.
Agora, o caso segue para apuração formal pelo Ministério Público, que deverá analisar as provas e determinar se há fundamento para a abertura de um procedimento investigativo mais aprofundado.
Fonte: Bahia Notícias.



