O Complexo Serra Dourada, em Goiânia, passa pela maior modernização em seus 50 anos de história. São R$ 400 milhões em investimentos privados previstos, com reformas em todos os setores do estádio, melhorias nos acessos de pedestres e veículos e adequações para ampliar a capacidade de receber grandes eventos. A conclusão dos trabalhos está prevista para 2028. O Complexo é formado pelo Estádio Serra Dourada, o Ginásio Valério Luiz de Oliveira, mais conhecido por Goiânia Arena e o Parque Poliesportivo, além de contar com ampla área externa para recepcionar eventos de grande porte e mais de 4.000 vagas de estacionamento.
A obra já saiu do papel e entrou na fase mais visível. Após a conclusão da demolição da antiga estrutura do setor da geral e a remoção dos assentos, as equipes iniciaram as fundações para a instalação da nova arquibancada inferior e da futura área de camarotes. Em paralelo, a modernização de bares e banheiros localizados nos anéis internos entrou em fase de acabamento — intervenções que, embora menos chamativas do que a estrutura principal, atingem diretamente a experiência de quem frequenta o estádio em dia de jogo.
O projeto vai além de uma reforma: prevê a transformação do Serra Dourada em um complexo de padrão internacional, inspirado nas maiores arenas da National Football League (NFL), a liga de futebol americano dos Estados Unidos. Entre as inovações, Goiás terá o primeiro estádio do país a contar com camarotes fixos no nível do gramado, posicionados a poucos metros dos atletas e do banco de reservas.
Camarotes ao nível do campo e arquibancada mais perto do jogo
O desenho da nova área vip é o ponto mais incomum do projeto. O plano inclui a aproximação da arquibancada ao campo, o rebaixamento do gramado em 1,5 metro e a construção de 23 camarotes no nível do campo. Para garantir visão limpa por cima das placas de LED e dos bancos de reservas, os camarotes terão piso elevado a 1 metro do gramado. O setor contempla ainda 46 assentos adaptados para Pessoa com Deficiência e assento para Pessoa com Obesidade.
Na prática, essas três decisões se explicam juntas. Rebaixar o gramado e aproximar a arquibancada encurta a distância entre torcedor e jogadores, criando a sensação de proximidade que virou referência nas arenas modernas. Já os camarotes no nível do campo ocupam um espaço que antes era desperdiçado — a faixa lateral entre a beira do gramado e as primeiras fileiras — e o piso elevado resolve o problema técnico de quem paga por esse lugar: sem ele, a visão ficaria bloqueada pelas placas de publicidade e pelos próprios reservas.
A logística e os acessos do complexo também recebem melhorias. O túnel sudoeste será adequado para contar com passagem exclusiva para veículos pesados, o que facilita a montagem e a desmontagem de grandes eventos — condição decisiva para que o estádio consiga receber shows e competições que exigem estrutura de palco e equipamentos de grande porte sem comprometer o trânsito interno. No Goiânia Arena, as obras voltadas à otimização da operação e da circulação de público seguem de acordo com o cronograma previsto.
Fonte: Lance.



