Paulo Pachêco, ex-presidente do Rio Branco, confirmou que está à frente de um grupo de investidores interessado em comprar a SAF do Forte FC. Hoje, ele representa um grupo de empresários focado na aquisição e gestão de ativos no futebol. As conversas começaram no fim de agosto e correm sob cláusula de confidencialidade — com prazo estimado de 15 dias para a efetivação da compra.
Segundo o ex-dirigente do Rio Branco, a negociação está avançada, mas ainda não foi oficializada. “Estamos em tratativas avançadas para aquisição do clube, porém, neste momento, eu estou limitado a me manifestar e citar detalhes da negociação, devido à cláusula de confidencialidade com os investidores, somado ao contrato ainda não ter sido assinado”, disse.
A auditoria e o caminho jurídico
Pachêco esclareceu que a operação está em processo de due diligence — uma auditoria detalhada do clube — que busca analisar as contas, os processos trabalhistas e a parte jurídica para garantir segurança aos investidores. “Estamos no processo de due diligence nas áreas financeira, contábil, jurídica, trabalhista, de integridade e compliance, para em seguida concluir os trâmites burocráticos, estimados no prazo de 15 dias, e efetivar o negócio”, afirmou.
Segundo o empresário, a dívida do clube será absorvida no processo de compra — mas o valor não é relevante, porque o Forte FC está saneado financeiramente, com as contas em dia. Há, porém, um obstáculo legal: o Forte FC é uma associação civil, e a venda exigirá uma alteração no estatuto, envolvendo a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo Paulo, a mudança do Estatuto Social ocorrerá junto à aquisição e será feita sem resistência, já que está acordada com a diretoria da equipe.
Ex-presidente do Rio Branco, Pachêco conhece bem os bastidores do futebol capixaba. Caso a aquisição seja efetivada, ele assumiria a posição de CEO — o principal executivo do clube —, além de também integrar o grupo de investidores.
A movimentação acontece em um momento delicado para o clube. No começo do mês, Pedro Bernardo, o Sabonete, proprietário do Forte FC, afirmou que o clube não iria disputar o Campeonato Capixaba de 2027 e estava à venda. A possível aquisição, portanto, pode representar a sobrevivência e a reestruturação do projeto: com a mudança para o modelo SAF e a chegada de um grupo empresarial liderado por um nome experiente do futebol local, o Forte FC busca um recomeço — primeiro fora das quatro linhas, com a reorganização societária, para depois, quem sabe, voltar a competir.
Fonte: ES Hoje.



