O Fluminense de Feira foi declarado vencedor do processo de licitação para concessão do Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. A decisão foi publicada após o recurso apresentado pelo clube ser acatado, abrindo caminho para que a equipe assuma a gestão do equipamento público pelos próximos 20 anos. Em entrevista, o diretor do Fluminense de Feira, André Oliveira, comemorou a confirmação do resultado e explicou que o clube agora aguarda a conclusão dos trâmites burocráticos — principalmente a assinatura do contrato — para tomar posse do estádio.
“Agora a gente já pode de fato falar. A gente vinha aguardando essa publicação. O recurso que nós entramos foi acatado e hoje foi publicado e declarado vencedor. Enfim, o Fluminense de Feira agora tem um estádio”, afirmou. Como o equipamento é público, o próximo passo é a formalização do contrato de concessão antes que o clube possa assumir oficialmente a administração — uma etapa que, na avaliação do diretor, deve ser concluída de forma célere. Após a assinatura, o clube pretende iniciar as intervenções previstas no projeto.
Investimento de R$ 250 milhões e transformação gradual
A proposta apresentada pelo Fluminense de Feira prevê investimentos ao longo de todo o período da concessão, com obras de requalificação, modernização e melhorias na infraestrutura — incluindo as áreas do entorno do equipamento. “O compromisso é de investimento na ordem de aproximadamente duzentos e cinquenta milhões de reais. É um investimento ao longo desses vinte anos”, destacou André. O projeto não contempla apenas a estrutura usada para as partidas de futebol: entram também o campo de areia, a quadra de cimento e as áreas dos fundos, todas parte do objeto da concessão.
A intenção é promover uma transformação gradual do Joia da Princesa. De acordo com o diretor, as arquibancadas e o anel superior estão entre os elementos que deverão ser preservados, enquanto as demais áreas passarão por intervenções ao longo do período. “Do projeto que nós concebemos, o que fica do estádio, basicamente, é aquele anel superior e as arquibancadas. De resto, tudo deve ser mexido ao longo desse período”, afirmou.
Prioridade é deixar o estádio pronto para os jogos
Com o Campeonato Baiano se aproximando, uma das primeiras preocupações do clube é deixar o estádio em condições adequadas para receber as partidas. André Oliveira reconheceu que algumas etapas do projeto precisarão ser antecipadas para atender às necessidades imediatas do clube — que ele define como a prioridade máxima. O Fluminense de Feira já realizou, inclusive, uma intervenção no segundo vestiário do estádio, ainda na gestão da prefeitura: “O vestiário dois foi requalificado, foi arrumado, a gente deixou ele bem bacana. Vamos fazer agora com os outros”, contou.
O gramado, por sua vez, será mantido neste primeiro momento. A substituição está prevista no planejamento — o clube já tem orçamento e conversas adiantadas com a Itograss —, mas só deve acontecer após o Campeonato da Série A do ano que vem, já que não há tempo hábil para fazer a troca de forma que o campo fique cem por cento. Outro desafio é adequar o estádio às exigências para receber os torcedores: os laudos existentes têm validade, em tese, até abril do próximo ano, mas o clube pretende realizar novas adequações para conseguir aumentar a capacidade de público. “A gente obviamente quer ter casa cheia e o público feirense torcendo pelo nosso futuro”, acrescentou.
Sobre uma eventual mudança de nome — como Arena Joia da Princesa —, André Oliveira afirmou que não existe, até o momento, uma definição oficial. A ideia, segundo ele, é que o estádio volte a ser palco de grandes eventos esportivos e tenha uma utilização mais ampla, com o público feirense podendo aproveitar o espaço nos finais de semana e à noite, com conforto. “Que possa Feira de Santana ser realmente um celeiro de grandes atividades esportivas”, concluiu.
Fonte: Dia a Dia News.



