Representantes de clubes de São Paulo e empresas de apostas se reuniram na Federação Paulista de Futebol (FPF) na sexta-feira (11) para discutir respostas aos projetos de lei que restringem a publicidade de bets na capital paulista. Participaram do encontro representantes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Juventus, além de executivos de empresas de apostas e da própria federação.
Uma das principais preocupações é o Projeto de Lei 560 de 2025, em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo e que pode ser votado já na próxima semana. Apresentado pelo vereador João Jorge (MDB), o texto proíbe a publicidade de operadoras de apostas em eventos realizados na cidade de São Paulo. A proposta restringe a publicidade em placas, faixas e painéis em praças esportivas, entre outros meios. As punições previstas incluem multa de R$ 50 mil e a proibição de realização de eventos por até dois anos.
O impacto nos cofres dos clubes
Os clubes avaliam que a medida pode afetar diretamente as receitas obtidas com contratos de patrocínio. Segundo apuração do Globo Esporte, os acordos de Corinthians, Palmeiras e São Paulo com empresas de apostas somam cerca de R$ 350 milhões por ano — um volume expressivo que, na visão das equipes, estaria em risco caso a restrição avance.
Há também uma preocupação de ordem competitiva: uma eventual proibição limitada ao município de São Paulo criaria diferença na capacidade de arrecadação dos clubes paulistas em relação a equipes de outros Estados, que seguiriam livres para negociar esse tipo de publicidade. O projeto já foi analisado pelas comissões da Câmara Municipal, com pareceres favoráveis. Para seguir à sanção do prefeito Ricardo Nunes, o texto precisa ser aprovado em duas votações pelo plenário da Câmara.
A movimentação na FPF coloca o futebol paulista em campo contra a proposta: além de defender a fonte de receita dos clubes, a articulação busca evitar que a capital se torne uma ilha de restrições em um mercado nacional de patrocínios — enquanto o projeto segue para o plenário, as equipes se organizam para tentar influenciar o trâmite legislativo e proteger contratos comerciais que já somam centenas de milhões por ano.
Fonte: Poder360.



