O Conselho Deliberativo da Associação Chapecoense de Futebol aprovou, na noite desta quinta-feira (30), o início do processo para a constituição da SAF do clube. A decisão ocorreu em assembleia ordinária híbrida, realizada presencialmente no Lounge do Sicoob MaxiCrédito, na Arena Condá, e de forma online via plataforma Zoom, com a participação de aproximadamente 120 conselheiros. A aprovação autoriza a abertura dos trâmites estruturais, o que significa que a SAF ainda não está formalmente constituída — o passo seguinte será a contratação de uma consultoria especializada de São Paulo, que já atuou na modelagem de SAFs de 20 clubes brasileiros, incluindo Cruzeiro e Vasco.
Segundo o presidente Alex Passos, o escritório contratado formulará o estatuto do clube-empresa. Assim que o documento estiver concluído, os conselheiros serão convocados para uma nova análise. A proposta levada ao encontro foi baseada em estudos conduzidos nos últimos meses por uma comissão de conselheiros, que incluiu o ex-presidente do órgão, Rudimar Bortolotto.
Durante a mesma reunião, os conselheiros também aprovaram, por unanimidade, as contas do segundo trimestre deste ano. Jayme Bordignon, vice-presidente de Administração e Finanças, recebeu o título de sócio benemérito, e a sessão se encerrou com a aprovação de uma moção de apoio à gestão do presidente Alex Passos e da atual diretoria.
Modelo sem investidor externo e vantagens tributárias como principais argumentos
A diretoria executiva defendeu o formato SAF com base em três argumentos principais: modernização da gestão, profissionalização de todos os setores e vantagens tributárias, uma vez que a alíquota de impostos para SAFs é menor em comparação ao modelo de clube associativo. A estrutura legal também exige a presença de um membro no Conselho de Administração e outro no Conselho Fiscal sem vínculos anteriores com a agremiação, como medida de governança.
O presidente do Conselho Deliberativo, Ari José Roman, esclareceu que a SAF da Chapecoense não terá um investidor externo inicial. A Associação Chapecoense de Futebol (ACF) deterá 100% das ações da nova empresa. Conforme determina a lei, a SAF repassará um percentual da arrecadação para a associação civil quitar as dívidas vigentes. O nome do clube-empresa será Chapecoense SAF, e escudo, cores, cidade-sede, direito a competições e tudo o que identifica a Chapecoense será preservado. O movimento coloca a Chapecoense na rota dos clubes brasileiros que buscam no modelo SAF uma alternativa para modernizar a gestão e garantir sustentabilidade financeira de longo prazo, mantendo o controle nas mãos da associação e preservando a identidade do clube.
Fonte: Diário do Iguaçu; ClicRDC.



