A Ponte Preta foi alvo de mais um transfer ban da Fifa nesta segunda-feira (27), passando a acumular três punições que impedem o clube de registrar novos atletas. A nova sanção é decorrente de uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin, que defendeu a Macaca em 2024. Em documento enviado à CBF, a Fifa informou que o clube não cumpriu a decisão da Câmara Disciplinar e determinou o bloqueio para registros nacionais e internacionais até a quitação integral do débito.
Em janeiro deste ano, a Ponte foi condenada a pagar R$ 227.777,75 ao defensor boliviano por pendências financeiras acumuladas durante sua passagem pelo Majestoso. O clube tinha 45 dias para cumprir a decisão e evitar um novo transfer ban. As partes chegaram a um acordo para dividir o pagamento em duas parcelas iguais. A primeira foi quitada em março, mas a segunda não foi paga, o que motivou a nova sanção. O caso foi analisado pela Câmara de Resoluções da Fifa porque Ponte Preta e Bolívar, clube detentor dos direitos do atleta à época do empréstimo, estabeleceram a entidade como foro competente para solucionar eventuais conflitos contratuais. Capitão da seleção boliviana e atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, Haquin disputou apenas 13 partidas pela Macaca em 2024. Nos seis meses finais de sua passagem, deixou de ser utilizado por opção técnica da comissão comandada por Nelsinho Baptista.
Crise financeira se agrava com três bloqueios simultâneos
O novo transfer ban se soma a outras duas punições já em vigor. Desde o início de maio, o clube já estava impedido de registrar jogadores por decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), após deixar de pagar três parcelas do acordo coletivo firmado em setembro de 2024 para quitar aproximadamente R$ 18 milhões em dívidas com atletas, treinadores, intermediários e clubes. Além dessa, a Ponte já enfrentava outro processo na própria Fifa, relacionado ao mecanismo de solidariedade devido ao Iguazú Nippon, do Paraguai.
A nova punição ocorre em meio à grave crise financeira vivida pela Ponte Preta. Desde meados de 2025, o clube convive com atrasos recorrentes de salários de jogadores e funcionários, além de processos trabalhistas e dificuldades para cumprir acordos firmados com credores. Em paralelo, um grupo de investidores finaliza documentação de proposta para SAF do clube e preparam apresentação ao Conselho, como possível saída para equacionar o passivo e destravar o mercado de transferências.
Fonte: ge.Globo.



