A Copa do Mundo de 2026 encerrou seu ciclo com um desempenho financeiro histórico. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou que o torneio ultrapassou a marca de US$ 15 bilhões em receitas, um resultado significativamente superior à previsão inicial da entidade, que era de US$ 11 bilhões. O anúncio foi feito durante uma reunião com membros da Fifa realizada no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, na véspera da grande decisão entre Espanha e Argentina, que encerrou o Mundial.
O valor alcançado representa um salto expressivo em relação ao que era projetado e foi impulsionado principalmente por três frentes: hospitalidade, venda de ingressos e outras receitas comerciais. A expectativa inicial da Fifa era arrecadar cerca de US$ 3 bilhões apenas com ingressos e hospitalidade, mas o resultado final ficou acima dessa projeção, pressionado pela alta demanda registrada ao longo de todo o torneio. Os preços dos ingressos variaram entre US$ 60 na categoria mais acessível da fase de grupos e US$ 32.970 para os assentos mais exclusivos da final, o que reflete a escala e o apetite do público por uma competição que, pela primeira vez, contou com 48 seleções e foi sediada em três países — Estados Unidos, México e Canadá.
Além do balanço financeiro, Infantino destacou que parte da receita obtida será destinada às associações nacionais filiadas à Fifa. A entidade mantém programas de distribuição de recursos para o desenvolvimento do futebol, embora os relatórios detalhados sobre a utilização dessas verbas pelas federações não sejam divulgados publicamente. O desempenho financeiro do torneio reforça os planos da entidade de ampliar ainda mais a competição. Após a estreia bem-sucedida do formato com 48 seleções em 2026, dirigentes voltaram a debater a possibilidade de o Mundial de 2030 reunir 64 equipes — uma discussão que já foi sinalizada publicamente pelo presidente da Conmebol. Os Estados Unidos, que sediaram a maior parte dos jogos da edição deste ano, seguem no centro dos planos da Fifa para os próximos ciclos. O recorde de US$ 15 bilhões consolida a Copa do Mundo como o maior evento esportivo do planeta não apenas em audiência e engajamento, mas também em geração de receita.
Fonte: MKT Esportivo.



