O Conselho Deliberativo do Vitória aprovou, em reunião realizada nesta terça-feira (21), uma série de alterações no estatuto do clube. Entre as principais mudanças estão a ampliação dos mandatos dos Conselhos Gestor, Deliberativo, Fiscal e de Ética de três para quatro anos, além da possibilidade de reeleição — com exceção da presidência do Conselho de Ética, que permanece com a vedação. A decisão representa uma reforma na estrutura de governança do clube baiano, que busca modernizar seus mecanismos de gestão e administração.
Os conselheiros também aprovaram a criação de uma taxa anual para os integrantes do Conselho Deliberativo, cujo valor ainda será definido posteriormente, e a adoção de relatórios financeiros semestrais, que deverão ser apresentados aos Conselhos Deliberativo e Fiscal. A medida amplia a transparência na prestação de contas da gestão do clube. Outra alteração estabelece novos requisitos de tempo mínimo de associação para participação política no clube: para integrar o Conselho Deliberativo, será necessário ter 24 meses consecutivos de adimplência como associado; já os candidatos à presidência e vice-presidência do Conselho Gestor deverão comprovar 60 meses de associação regular.
Os demais pontos da reforma estatutária, incluindo as regras para uma eventual constituição de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), ficaram para a próxima reunião do Conselho Deliberativo. Após a conclusão da votação no Conselho, todas as alterações aprovadas ainda precisarão ser validadas pelos associados em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para entrarem efetivamente em vigor. O processo de reforma estatutária do Leão da Barra acompanha um movimento observado em diversos clubes brasileiros, que vêm atualizando suas estruturas de governança para se adequar às novas exigências do futebol moderno e às possibilidades abertas pela Lei da SAF.
Fonte: ge.Globo.



