O Corinthians recebeu mais uma punição que o impede de registrar novos jogadores, desta vez por seis meses. A sanção foi aplicada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à CBF, em razão do atraso no pagamento da quinta parcela do acordo coletivo firmado pelo clube com seus credores. O valor devido é de aproximadamente R$ 8 milhões, com vencimento na última sexta-feira, e a diretoria ainda não estipulou prazo para quitar a pendência.
Este é o terceiro transfer ban imposto ao Corinthians em um intervalo de apenas dois meses. Os dois anteriores foram aplicados pela Fifa. O primeiro ocorreu por causa da dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente à contratação do volante José Martínez. O segundo veio na semana passada, pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,151 milhão na cotação atual), também relacionada a obrigações financeiras das negociações de José Martínez, Charles (Midtjylland, da Dinamarca) e Talles Magno (New York City FC, dos Estados Unidos). O clube informou ao ge que ainda não foi notificado sobre o novo transfer ban.
Diante de cobranças de clubes, jogadores e empresários, o Corinthians firmou um plano coletivo de pagamento aos credores na CNRD, homologado em abril do ano passado. O acordo prevê o pagamento de R$ 76 milhões, com parcelas trimestrais ao longo de seis anos. De cada parcela, 80% do valor é destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes são utilizados para o pagamento de honorários advocatícios.
Não é a primeira vez que o Corinthians atrasa uma parcela desse acordo. Nas duas primeiras prestações, o clube efetuou o pagamento após o vencimento, amparado pela interpretação da diretoria de que o prazo de cinco dias para comprovar a quitação também permitiria o pagamento dentro desse período. A CNRD, porém, aplicou um transfer ban logo após o atraso. Mesmo depois de o Corinthians comprovar o pagamento no dia seguinte à punição, a Câmara manteve a proibição, e o clube ficou impedido de registrar novos jogadores por cerca de três meses na ocasião. Agora, o terceiro transfer ban em dois meses agrava ainda mais a situação do departamento de futebol alvinegro, que já enfrentava dificuldades para reforçar o elenco e negociar atletas no mercado. A punição tem efeito imediato e não há previsão para a regularização.
Fonte: ge.Globo.



