A votação da proposta do empresário Roberto Graziano para assumir 90% da SAF do Guarani segue sem data definida. O contrato enviado pelo investidor na última terça-feira passará por uma nova alteração antes de ser analisado pelo Conselho Deliberativo — Graziano pediu a mudança em uma das cláusulas do documento. Por isso, o Conselho ainda não iniciou a análise da proposta e aguarda o envio de uma nova versão do contrato.
Com a alteração, a previsão inicial para a votação, que era 13 de novembro, também mudou. O clube trabalha agora com a possibilidade de realizar as assembleias na segunda quinzena do próximo mês. A sugestão inicial é que as reuniões ocorram nos dias 16, 17 e 18 de novembro, com a última assembleia e uma possível votação no dia 20. As datas, porém, ainda não foram definidas e serão discutidas pelo clube — o dia 20 é feriado nacional, o que também será levado em consideração na definição do calendário.
O caminho até a votação dos associados
Antes da votação dos associados, a proposta precisa passar pelo Conselho Deliberativo. O órgão vai analisar os termos do contrato e poderá emitir um parecer favorável ou contrário à operação. A proposta prevê a venda de 90% da SAF do Guarani ao grupo ligado a Roberto Graziano, CEO do Grupo Magnum, com os outros 10% permanecendo com o clube.
A movimentação acontece pouco depois de um marco importante no processo: os associados aprovaram recentemente a constituição da SAF em assembleia. Foram 235 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção, o equivalente a 95,1% de aprovação. Na ocasião, a votação não tratou da venda das ações para Graziano, mas autorizou a criação da Sociedade Anônima do Futebol — a empresa que passará a administrar o futebol profissional do clube. A nova etapa depende agora da conclusão do contrato, da análise do Conselho Deliberativo e, posteriormente, da convocação das assembleias para que os associados decidam sobre a proposta de venda de 90% da SAF.
Na prática, o processo do Bugre avança, mas em ritmo condicionado às negociações: cada ajuste pedido pelo investidor empurra o calendário, e o clube precisa conciliar as expectativas dos associados — que já deram aval amplo ao modelo de gestão — com a conclusão de um contrato que ainda está sendo lapidado. O próximo sinal relevante virá com o envio da nova versão do documento, que destravará a análise do Conselho e permitirá fixar de vez as datas das assembleias decisivas.
Fonte: ge.Globo.



