O Conselho Deliberativo do Villa Nova aprovou nesta quinta-feira (15) o projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) apresentado pelo empresário Renato Valentim, fundador do Boston City, e definiu o início de uma nova fase no tradicional Leão do Bonfim, fundado em 28 de junho de 1908. Com a decisão, Valentim assume a liderança do futebol do clube, com metas declaradas para estrutura, categorias de base e recuperação esportiva.
Renato agradeceu a oportunidade e afirmou que o trabalho será “duro”, com prioridade para a base e para o profissional. Entre as metas citadas, está colocar o Villa em todas as competições da base em 2026 e trabalhar para recolocar o time no Módulo I do Campeonato Mineiro.
Metas para 2026: base ativa, melhorias no CT e reforço na gestão do futebol
Para 2026, o Villa disputará o Módulo II do Mineiro, após o rebaixamento em 2025. Ainda assim, Renato Valentim sinalizou ambição esportiva e também estruturante: disse que o clube vai investir na estrutura física, com processos e profissionalização, e reconheceu que o CT ainda não está em condições ideais para receber atletas — ponto que deve ser atacado nos próximos meses.
Ele também afirmou que tem encaminhada a contratação de um novo diretor de futebol para o profissional, com anúncio previsto para os próximos dois ou três dias, e pediu apoio da torcida ao projeto.
O prefeito de Nova Lima, João Marcelo (Cidadania), acompanhou a reunião e classificou o momento como histórico, falando em “renascimento” do Villa Nova e em um novo capítulo para o clube e para a cidade.
Como foi o processo e por que a recuperação judicial virou peça-chave
Antes da escolha do investidor, o Conselho Deliberativo já havia homologado, na quarta-feira (7) da semana anterior, o processo de adesão do clube à SAF e as diretrizes para recebimento de propostas envolvendo a aquisição de até 90% das ações da sociedade. Nesta quinta (15), os conselheiros analisaram as ofertas apresentadas e escolheram a que consideraram mais alinhada aos interesses do Villa e mais consistente para o futuro.
Em entrevista à Itatiaia, o presidente Anísio Clemente Filho disse que o ambiente interno era de otimismo e explicou que a constituição da SAF só se tornou viável após a estruturação da recuperação judicial, que organizou as dívidas e definiu um cronograma de pagamento aos credores. Ele afirmou que o clube tem mais de 150 credores, mencionou dívida de aproximadamente R$ 13 milhões e disse que a primeira parcela já foi paga, com o juiz autorizando o andamento do processo.
Anísio também destacou que a prioridade do “novo Villa” não seria apenas financeira: a retomada da base, descontinuada há cinco ou seis anos, foi colocada como ponto central na avaliação das propostas. A pressa para fechar a venda também foi associada ao calendário: o Módulo II está previsto para começar em maio deste ano.
Fonte: Itatiaia.



