O Club de Regatas Vasco da Gama vive um momento decisivo em sua reestruturação institucional. Sob a gestão do presidente Pedrinho, o clube avançou significativamente nas tratativas para a venda do controle da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O principal interessado é o empresário Marcos Faria Lamacchia, herdeiro do Banco Real e filho de José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa. As negociações, que ocorrem há meses de forma presencial e virtual, projetam um investimento superior a R$ 2 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.
Marcos Lamacchia, de 47 anos, possui um perfil discreto e atua de forma independente das empresas de seu pai e de Leila Pereira (presidente do Palmeiras). Fundador da gestora de fundos Blue Star e com passagens pelos bancos Alfa e diretor da Crefisa por muitos anos, o investidor já assinou um acordo de confidencialidade (NDA) e teve acesso aos documentos financeiros do clube. A expectativa interna é que um memorando de entendimento (MoU) seja formalizado nas próximas semanas, podendo resultar na aquisição de 70% a 90% das ações da SAF.
Reorganização financeira e os desafios para a retomada em 2026
A possível venda ocorre em um cenário de austeridade e reorganização. Recentemente, a Justiça homologou o plano de Recuperação Judicial (RJ) do Vasco, etapa considerada vital para o saneamento do fluxo de caixa. Enquanto a venda não é concretizada, o clube busca fôlego financeiro por meio de novas frentes comerciais, como o contrato com a Nike e a busca por um patrocinador máster que pode dobrar os valores atuais. Além disso, há a possibilidade de um novo empréstimo na modalidade DIP no início de 2026, possivelmente via Crefisa, para garantir a operação até a chegada do novo dono.
Atualmente, o controle acionário da SAF vascaína está dividido: 30% pertencem à associação, 31% à 777 Partners e 39% estão em disputa arbitral. Para que a venda total ao grupo de Lamacchia seja concluída, o Vasco precisa de uma definição favorável sobre a parcela em arbitragem. O objetivo da gestão é que o impacto desse novo aporte bilionário comece a ser sentido plenamente a partir de 2026, com investimentos robustos em infraestrutura, patrimônio e no fortalecimento do elenco para reposicionar o Cruzmaltino no cenário nacional.
Fonte: 365 Scores; ge.Globo.



