O Uberlândia SAF anunciou nesta segunda-feira uma transformação em sua marca, com alteração de nome e identidade visual decorrente de acordo de naming rights. O patrocínio envolve uma “marca de escala global”, cujo nome será revelado na próxima quinta-feira. O contrato prevê a integração direta do parceiro comercial na nomenclatura oficial do clube.
“Essa transformação nasce do respeito à herança do clube e do desejo de levar as cores do Uberlândia de volta ao protagonismo do futebol”, destacou o Verdão em nota oficial. Os detalhes contratuais e a nova denominação serão divulgados pelas plataformas digitais do clube, sinalizando uma parceria estratégica para impulsionar o projeto.
O Uberlândia, que vendeu 90% das ações da SAF em junho do ano passado para o empresário Fábio Mineiro – ex-presidente do Athletic – e mais três sócios, segue ativo em competições nacionais. Após participar do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil, o time disputa a Série D do Campeonato Brasileiro nesta temporada.
Naming rights: do marketing global à identidade dos clubes brasileiros
O conceito de naming rights, que significa o direito de nomear algo em troca de patrocínio, surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e ganhou força no futebol brasileiro. Popular em arenas como Neo Química Arena (Corinthians, desde 2020), Arena MRV (Atlético-MG, 2017) e Allianz Parque (Palmeiras, 2013 – o mais antigo em vigor), o modelo associa marcas a estádios, eventos e até identidades de equipes.
Pioneiro no Brasil foi o Athletico-PR, que em março de 2005 rebatizou a Arena da Baixada como Kyocera Arena por acordo com a empresa japonesa de tecnologia. Outro marco veio em 2019, com a Red Bull assumindo o Bragantino e transformando-o em Red Bull Bragantino, integrando a marca diretamente ao nome do clube.
No caso do Uberlândia, o naming rights vai além de estádio ou casa de shows: altera a essência da identidade, alinhando o Verdão a padrões internacionais de monetização e visibilidade.
Fonte: ge.Globo.



