A temporada de 2025 foi um ano de contrastes para o Tupi. Embora o time tenha demonstrado um início promissor na Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, a campanha terminou de forma decepcionante, sem o acesso desejado. Fora das quatro linhas, a esperança de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) permanece viva, mas sua concretização está intrinsecamente ligada ao sucesso do regime de recuperação judicial (RJ) que o clube iniciou.
O ano marcou a primeira vez na história que o Tupi disputou a terceira e última prateleira do futebol estadual. Sob o comando do jovem treinador Raphael Miranda, a equipe liderou o Grupo A de forma invicta na primeira fase, com três vitórias e três empates. Contudo, o desempenho caiu drasticamente no Hexagonal Final, onde o Galo venceu apenas um dos cinco jogos, terminando na penúltima colocação da chave e garantindo a permanência na Segunda Divisão em 2026.
Dívida de R$ 24 milhões e o papel da recuperação judicial
Desde novembro de 2024, o Tupi já possui o estatuto adequado para migrar de associação para Sociedade Anônima do Futebol. No entanto, a efetivação da venda da SAF para a empresa Magnitude Participações, que demonstrou interesse na aquisição, depende da conclusão bem-sucedida do processo de recuperação judicial. Esta medida foi adotada no final de 2024, em conjunto com a companhia interessada, visando controlar a dívida do clube, que atualmente ultrapassa os R$ 24 milhões.
Fernando Guitti, um dos responsáveis pela Magnitude Participações, destacou que, apesar de ser um processo que pode levar tempo, a recuperação judicial é um passo fundamental e o mais desafiador para garantir a sustentabilidade e a competitividade esportiva do Tupi. Para 2026, o clube terá novamente pela frente a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, com a missão de buscar o acesso ao Módulo 2 e, assim, pavimentar o caminho de retorno às divisões superiores do futebol estadual, enquanto aguarda a consolidação de sua nova estrutura societária.
Fonte: ge.Globo.



