O presidente Rinaldo Martorelli e o coordenador jurídico Guilherme Martorelli, do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, reuniram-se nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com Enio Gualberto, diretor de Registro e Transferências, e André Mattos, do Departamento Jurídico. A pauta central foi a solicitação de extensão da janela de transferências para permitir que jogadores firmem novos contratos após o término dos campeonatos estaduais, especialmente o Paulista.
A primeira janela de transferências, conforme calendário FIFA, encerrou-se em 27 de março de 2026, enquanto a segunda está prevista apenas para julho, após a Copa do Mundo. O encerramento precoce coincide com estaduais ainda em andamento, como o Paulista, impedindo negociações imediatas para atletas liberados ao fim das competições. Essa restrição expõe jogadores ao risco de ficarem sem clube, perdendo oportunidades profissionais e comprometendo renda e sustento familiar.
O sindicato defendeu que procedimentos administrativos não podem obstruir o exercício da profissão. Baseado nas regras FIFA, que permitem contratos fora da janela para atletas desempregados e sem vínculo, a entidade argumentou pela ampliação dessa exceção à realidade paulista, onde o calendário estadual se prolonga. “Atleta não pode ser impedido de trabalhar nem perder oportunidade por regra administrativa. O futebol precisa respeitar o direito profissional”, destacou a posição adotada na reunião.
A CBF demonstrou receptividade ao pleito, reconhecendo a complexidade e sensibilidade do tema, e comprometeu-se a responder em breve sobre a viabilidade de uma extensão específica para São Paulo. O diálogo foi elogiado pelo sindicato, que agradeceu a abertura da entidade máxima do futebol brasileiro.
A possível flexibilização poderia mitigar impactos em um período crítico, equilibrando normas internacionais com demandas locais do futebol brasileiro.



