Os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro ligados à FFU — Futebol Forte União — que vão disputar o campeonato em 2027 devem ganhar significativamente mais dinheiro com a venda dos direitos de transmissão de suas partidas. De acordo com dados internos do Condomínio Forte União (CFU) que circulam entre os clubes, o montante por equipe pode chegar a aproximadamente R$ 24 milhões no ano que vem, o que seria um recorde. Neste ano, as equipes recebem cerca de R$ 15,5 milhões. A alta pode alcançar 54,8% em uma única temporada.
A estimativa de crescimento vem da entrada da chamada regra 85/15, que define a divisão das receitas de direitos de transmissão entre as Séries A e B na FFU. O modelo prevê que os times da segunda divisão passem a ter direito a uma parcela correspondente a 15% das receitas consideradas para as duas divisões. O valor exato que cada equipe receberá vai depender da composição das Séries A e B em 2027.
São dois cenários projetados. Com 11 clubes do bloco na primeira divisão e 13 na segunda, a projeção indica receita de aproximadamente R$ 22 milhões por time na próxima temporada — crescimento de 41,9% em relação aos R$ 15,5 milhões considerados para este ano. Em outro cenário, este com 12 clubes na Série A e 12 na Série B, a receita estimada sobe para cerca de R$ 24 milhões para cada um — alta de 54,8% na comparação com 2026.
O crescimento segue uma curva consistente nos últimos anos. Em 2024, o mínimo garantido por cada clube da FFU foi de R$ 10 milhões. O valor passou para R$ 14 milhões em 2025 e chegou a R$ 15,5 milhões em 2026. O salto projetado para 2027 consolida a valorização da competição e dos direitos de transmissão como fonte central de receita.
Na atual edição da Série B, 18 dos 20 clubes integram a FFU. Náutico e São Bernardo foram os únicos que venderam seus direitos fora do bloco: ambos recusaram propostas da FFU e da Libra e negociaram seus direitos de TV com o Grupo Globo, em um acordo intermediado pela CBF.
Fonte: Estadão.



