A Corte Arbitral do Esporte (CAS), tribunal esportivo com sede na Suíça, manteve a condenação da Fifa no caso envolvendo o Santos e o técnico Pedro Caixinha. Com a decisão, o Peixe terá mesmo que indenizar o português e sua comissão em cerca de R$ 15 milhões — valor que a entidade máxima do futebol já havia ordenado em setembro do ano passado. Como o recurso foi negado, não há mais possibilidade de contestação: a sentença é definitiva.
De acordo com fontes, o julgamento da CAS aconteceu no final de maio, mas o time praiano teve acesso à sentença apenas na semana passada. Ainda segundo pessoas ouvidas pela reportagem, o Alvinegro está dentro do prazo para fazer um acordo com o treinador ou pagar à vista os 2,3 milhões de euros — cerca de R$ 14,4 milhões na época da abertura do processo — de indenização, além de multa e juros desde a data da rescisão unilateral até o dia do pagamento.
O caso e o risco de novo transfer ban
A pendência nasceu de uma demissão polêmica. Caixinha trabalhou na Vila Belmiro entre janeiro e abril de 2025, fazendo apenas 16 jogos até ser demitido — foram seis vitórias, três empates e sete derrotas. Ao dispensar o comandante, o Peixe tentou parcelar o pagamento da multa rescisória, mas o treinador não aceitou e levou o caso à Fifa, que lhe deu razão e condenou o time paulista a fazer o pagamento à vista. O Alvinegro, então, recorreu à CAS, mas o tribunal suíço manteve a decisão da Fifa — encerrando a disputa.
O cenário agora coloca o clube diante de um prazo e de um risco concreto: caso a pendência não seja quitada, o Santos pode ser punido pela Fifa com um novo transfer ban, ficando novamente impedido de registrar jogadores. A decisão, portanto, pesa duplamente sobre o clube — financeiramente, com o desembolso imediato de uma cifra milionária, e no planejamento esportivo, já que o não pagamento pode travar o próximo período de contratações. Resta ao Peixe, dentro do prazo estipulado, negociar um acordo com o treinador ou quitar à vista a indenização, para evitar que a pendência se transforme em mais um bloqueio no mercado de transferências.
Fonte: ESPN.



