O Santos formalizou aditivo contratual com a NR Sports, empresa ligada a Neymar, reconhecendo dívida de R$ 90,5 milhões por direitos de imagem do jogador, contratado até 31 de dezembro de 2026. Assinado no fim de 2025 e aprovado pelo Comitê de Gestão, o acordo estabelece pagamento em 48 parcelas mensais até o início de 2030, com cláusulas que condicionam os prazos à reeleição do presidente Marcelo Teixeira e à não conversão em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A primeira etapa quita R$ 26 milhões em cinco parcelas de R$ 5,2 milhões cada, de janeiro a maio de 2026, sem correção monetária. A segunda abrange os restantes R$ 64,5 milhões em 43 prestações de R$ 1,5 milhão a partir de junho de 2026, corrigidas pela inflação. Qualquer inadimplência obriga o pagamento imediato do saldo devedor de R$ 64,5 milhões. Como garantia, o clube ofereceu o centro de treinamento Meninos da Vila.
Cláusulas polêmicas amarram gestão e SAF
A NR Sports impôs condições para mitigar o risco de inadimplência: em caso de derrota de Marcelo Teixeira nas eleições do fim de 2026, o saldo remanescente vence à vista. Na hipótese de SAF, os novos acionistas assumem a totalidade do débito imediatamente. Essas exigências geraram críticas veementes no programa Os Donos da Bola, da Rádio Bandeirantes, onde o Craque Neto classificou o acordo como “faca no pescoço” do clube, questionando o “amor” de Neymar pelo Santos e sugerindo que a dívida total, incluindo outros contratos, pode alcançar R$ 200 milhões. Debatedores apontaram o pacto como “vergonhoso” e desenhado para beneficiar uma eventual SAF alinhada à atual gestão.
Tanto o Santos quanto a NR Sports invocaram cláusula de confidencialidade e não se pronunciaram sobre o caso.



