A Convocados, grupo do pentacampeão Roque Júnior e dos sócios Cesar Grafietti e Rodolfo Kussarev Júnior, anunciou nesta quinta-feira a desistência na compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do São Bento. Após cinco meses de tratativas avançadas, a decisão é descrita como “puramente técnica, com modo objetivo e responsável”, em nota oficial, marcando o fim de um processo que esteve perto da conclusão.
O São Bento enfrenta agora sua terceira decepção em negociações pela SAF: antes, um grupo português e uma investidora com o ex-jogador Zé Roberto como sócio abandonaram as conversas no meio do caminho. Enquanto o clube, maior campeão paulista do interior, digere o revés, a preparação para a Série A2 de 2026 avança com o técnico Fabiano Carneiro e a pré-temporada em curso.
Proposta detalhada e barreiras enfrentadas pelo Bentão
A Convocados havia sido selecionada em setembro pelo Conselho Deliberativo para deter 90% das ações, superando propostas de José Carlos Brunoro (ex-CEO do Palmeiras) e Rodrigo Pastana (ex-Guarani). A oferta incluía R$ 30 milhões em investimentos nos próximos 10 anos, com 10% (R$ 3 milhões) já no orçamento de 2026, além da assunção e quitação da dívida atual de R$ 11 milhões.
Cláusulas protegeriam a essência são-bentista — escudo, cores, hino e sede —, com os 10% das ações retidos pela associação garantindo poder de veto. No entanto, o conselho fiscal reprovou em novembro por falta de garantias financeiras, gerando surpresa no grupo. Em dezembro, a exclusividade foi perdida, e o pedido de prorrogação por 90 dias foi negado, levando ao retorno à estaca zero.
Esses obstáculos revelam os desafios para clubes regionais atraírem capital, mas reforçam a necessidade de transparência para negociações futuras.
Nota oficial da Convocados
“A Convocados Gestão e Futebol informa que, após cinco meses de negociações junto ao EC São Bento, deixa o processo que tratava para assumir a gestão de uma futura SAF a ser constituída pelo clube.
Desde as primeiras reuniões, em julho de 2025, a Convocados prezou pela transparência sobre as condições para evolução da negociação junto aos conselheiros e sócios do EC São Bento, bem como com do grupo de investidores que representa e do qual faz parte. A decisão por deixar o processo neste momento é puramente técnica e em linha com nosso modo de tratar qualquer negociação: objetivo, direto, claro e responsável. Desejamos ao EC São Bento e seus torcedores sucesso na próxima temporada e no futuro do clube”.
Fonte: ge.Globo.



