O empresário Roberto Justus esclareceu sua posição em relação à Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Coritiba durante entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, na terça-feira (24). Sócio da Treecorp juntamente com seu genro Bruno D’Ancona, Justus enfatizou que não tem qualquer participação ativa na gestão do Coxa, apesar da empresa ter sido responsável pela compra da SAF em 2023, inaugurando uma nova era administrativa para o clube paranaense.
Justus foi categórico ao desmentir rumores de influência direta. “Eu sou sócio do meu genro de uma empresa chamada Treecorp, que compra e investe em empresas. Eles criaram fundos para uma SAF e compraram o Coritiba. Como eu sou sócio, caiu para mim. Eu nunca entrei lá, nunca fiz uma reunião. Não tenho nada a ver com aquilo”, declarou.

Mesmo sem envolvimento operacional, o executivo expressou otimismo com os rumos do projeto. Ele destacou o desempenho recente do Coritiba, que conquistou a Série B, ascendeu à elite nacional e ocupa a sétima posição no Brasileirão, com contratações acertadas e administração eficiente. “Torço para dar certo como negócio e vai dar. Está indo bem. Finalmente, posso esclarecer, não tenho nada a ver com isso. Torço bastante”, completou.
A declaração de Justus ocorre em meio a críticas recentes da torcida coxa-branca. No início do mês, faixas foram expostas em frente ao Couto Pereira, questionando a falta de reforços na janela de transferências. Mensagens como “Cadê os reforços?”, “Treecorp incompetente” e “SAF de mendigo” miraram o diretor executivo William Thomas e o CEO Lucas de Paula.
Desde os protestos, o Coritiba obteve resultados mistos: vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians em São Paulo, triunfos por 1 a 0 contra Remo e Mirassol, mas derrota por 2 a 0 no clássico Atletiba, na Arena da Baixada. Esses números reforçam o cenário de evolução apontado por Justus, apesar das insatisfações pontuais dos torcedores.
Fonte: Um Dois Esportes.



